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terça-feira, 11 de agosto de 2009

SARNEY O ÍMPIO

ARTIGO
Por José Reinaldo Tavares

O senador José Sarney se esforçou a vida inteira para mostrar uma grande religiosidade e ser um católico praticante. Porém, na sua vida real, no seu cotidiano, o que faz é exatamente o contrário do que pretende mostrar.

Hoje é raro o dia em que a grande imprensa não o pegue tentando mentir e passar ao distinto público inverdades que variam desde a malandragem boba até a perversidade de tentar imputar a adversários coisas graves que não praticaram.

Os exemplos se contam em dezenas. Entretanto, em todas essas ações há por trás um objetivo a alcançar. Nada têm de simplórias, nem são - nunca foram, aliás - mentiras inocentes ou desprovidas de maldade. São principalmente proferidas tentando dissimular alguma quebra de procedimento ético ou de decoro, alguma culpa ocasionada pela realização de algum delito ou quando tenta prejudicar alguém em seu favor.

Sobre isso, o jornal O Estado de São Paulo, no dia seguinte ao estudado discurso de aparência de humildade, ao analisar os fatos que o próprio Sarney citou em sua defesa, mostrou que este havia mentido em tudo que falou. Era tudo mentira, algumas de tal modo grosseiras, que só risos causaram. Não sei, não vi, não conheço, não fui eu. Ridículo!

No outro dia voltou para tentar contestar parte do que dissera no dia anterior e tentou confundir a opinião pública, fazendo confusão sobre ‘Rodrigos’, querendo convencer que o PSOL havia citado em sua representação ao Conselho de Ética outro Rodrigo que não o seu afilhado, genro de Agaciel, de quem foi padrinho de casamento. Foi contestado na hora pelo senador José Nery, do PSOL, ao mostrar que em sua representação figurava o Rodrigo como genro de Agaciel, seu afilhado. Sarney tem que saber que na era da tecnologia, da internet, fica difícil mentir tanto. Triste.

No mesmo desastrado discurso, disse que o Ibope havia realizado pequisas sobre o seus escândalos e que só os membros das classes A e B eram contra e que as classes C e D não se importavam com o que acontecia.

Caros leitores, que demonstração de preconceito por parte do abastado Sarney!

Esse senhor pensa que as pessoas, por serem menos aquinhoadas financeiramente, tornam-se alienadas. É o contrário, Sarney! Uma pessoa, quanto mais luta pela vida de maneira honesta, maior será a sua repulsa a atos moralmente indefensáveis e perniciosos dos poderosos...

A mentira de Sarney – a deslavada invenção de uma história - foi prontamente desmentida pelo dono do Ibope, Carlos Augusto Montenegro, em telefonema a Lúcia Hippólito, cientista política, comunicando a todos que “há cinco anos não fala com Sarney, que o instituto não fez pesquisa sobre o assunto e que pensa exatamente o contrário do que este falou”. Vejam quanta inconsequência!

Ele, Sarney, está querendo evitar uma defesa impossível de seus malefícios, dizendo que é vítima de uma conspiração da imprensa. Chora o tempo todo, alegando ser a vítima e não o malfeitor. E nessa linha tentou mostrar como a imprensa agia de maneira irresponsável e violenta contra ele.

Vejamos o nebuloso caso da venda de sua propriedade, o Sítio do Pericumã, negócio enroladíssimo, em que as terras não possuem titularidade, com terra pública incluída no meio, com venda póstuma de terra pelo proprietário, usucapião em terra negociada recentemente e que acabou levando uma juíza a impedir o registro do loteamento por absoluta impossibilidade de provar que José Sarney era dono, além de falta de pagamento de impostos durante anos). Uma verdadeira lambança.

No momento em que foi tratar do assunto em tribuna, transformou-se num verdadeiro ator dramático, tentando passar a todos uma idéia falsa de que um repórter, ao investigar o caso, agiu com má-fé tão grande, que, ao entrevistar um dos sócios do empreendimento, já chegou gritando, ameaçando e aproveitando-se da ausência do sócio na sala para pegar a papelada e sair em disparada. Com isso, Sarney tentava evidenciar a baixeza da ação da imprensa.

Naturalmente, nessa mesma ocasião, Sarney vestiu mais uma vez o figurino do homem bonzinho e disse, magnânimo, que não iria dizer o nome do repórter para não prejudicá-lo e tampouco o nome da revista. Informou, contudo, que tinha o DVD e quem tivesse curiosidade era só procurá-lo que ele mostraria tudo.

Domingo veio a verdade desmoralizante para Sarney. A revista Época publicou o material e disponibilizou o vídeo citado por Sarney, em que o repórter, depois de atendido, saiu calmamente acompanhado pelo empresário. Sem roubar e correr como disse o presidente do Senado. E para completar, logo depois que saiu, o outro sócio liga para outros envolvidos, instigando-os a mentir e ensinando-os a fazer quando o repórter estivesse com eles.

Será que é normal o comportamento do senador? Onde está o decoro?

Citei esses mentiras recentes para demonstrar como Sarney age. E quando resolve prejudicar adversários, como no caso Reis Pacheco, de triste memória para os maranhenses, em que inventou mortes, imputando-as ao senador Cafeteira, à época seu adversário?

Chegou ao cúmulo de ir em comitiva ao ministro da Justiça dar parte do caso. Tentava anular o favoritismo de Cafeteira, que ameaçava derrotar sua filha Roseana. Por ela é capaz de tudo, como faz sempre...

Sarney não mede esforços em fazer mal às instituições e a qualquer pessoa, desde que tenha um motivo para isso. Nada o detém, não tem limites.

E o que mais impressiona é que às vezes vai à igreja, aproxima-se de sacerdotes, faz doações, tudo para ser reconhecido como um homem de bem, religioso, incapaz de fazer mal a uma mosca.

Segundo o dicionário Caldas Aulete, a palavra ímpio, usada no título deste artigo para qualificar José Sarney, significa: “que não tem fé, que demonstra impiedade, malévolo, perverso”. Nada mais adequado.

Sim, porque um bom cristão deve seguir os dez mandamentos. No caso em tela, sobressaem os preceitos “não adulterarás” e “não darás falso testemunho contra o teu próximo”, entre outros que não transcreverei... Com isso, fica fácil concluir a impietude do senador. Pode analisar! Parece adorar, ao invés de Deus, um virtual bezerro de ouro, simbolismo do materialismo mais desenfreado.

A Folha de São Paulo publicou domingo uma matéria bombástica. Entrevistou Lina Maria Vieira, a ex-Secretária da Receita Federal, demitida recentemente. Na matéria, Vieira diz que, no final de 2008, Dilma Rousseff pediu-lhe que a investigação sobre as empresas da família Sarney fosse concluída rapidamente. Lina interpretou como se fosse um pedido para concluir rapidamente a investigação, o que se recusou a fazer. Depois foi demitida. Dilma nega a acusação.

Sarney, com suas necessidades, cria grandes problemas para todo mundo. É por isso que não pode sair. Desmoraliza-se e desmoraliza os que o cercam.

Do jeito que vai, poderá continuar a ser um desmoralizado presidente do Senado, mas não escapará da excomunhão…

O ex-governador José Reinaldo Tavares escreve para o Jornal Pequeno às terças-feiras


ASSESSOR DE LULA NEGA REUNIÃO DE DILMA, MAS DIZ QUE PEDIDO 'NÃO TERIA PROBLEMA'

Lina Vieira diz que ministra pediu para agilizar investigação contra Sarney.
‘Tenho pena da posição de Lina; demitida, ela tenta espaço’, diz Carvalho.

Diego Abreu
Do G1, em Brasília

O chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Gilberto Carvalho, afirmou nesta terça-feira (11) que a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, negou ter tido qualquer encontro privado com a ex-secretária da Receita Federal, Lina Vieira, para que agilizasse um processo de investigação contra o empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

Segundo Carvalho, mesmo que a reunião tivesse acontecido, o suposto pedido feito por Dilma à ex-secretária "não teria problema", pois, segundo ele, o governo precisa "é acelerar os processos".

“Mesmo que houvesse tido essa conversa, quando você pede num governo para acelerar um processo é um elogio, e não uma crítica. Tudo o que a gente precisa é acelerar os processos. Tudo o que você faz contra a morosidade é ótimo para o governo. Então, mesmo que tivesse existido essa conversa, não teria nenhum problema”, afirmou Gilberto Carvalho, durante a solenidade de entrega da medalha da Ordem do Mérito Judiciário do Trabalho, em Brasília.

Em entrevista publicada neste domingo (9) pelo jornal "Folha de S. Paulo", Lina disse que a ministra teria pedido que "agilizasse" as investigações sobre as empresas ligadas à de Sarney. A secretária disse ao jornal ter entendido que seria um pedido para encerrar a investigação.

Nesta terça, Lina reafirmou ter tido o encontro com a ministra. “Não vejo nada de mais a ministra dizer a verdade, né? Eu estive com ela no gabinete dela (...) e ela esteve comigo em conversa particular e pediu pra que eu agilizasse a fiscalização do filho de Sarney.”

“Eu conversei com a ministra, com a Erenice [Guerra, secretária executiva da Casa Civil], e elas me dizem que a conversa não existiu. Acho muito estranho que a Lina venha agora dizer isso. Tenho que tomar a palavra da minha ministra. Ela me garantiu ontem que jamais foi ter essa conversa com a Lina”, acrescentou Carvalho.

“O mérito do que a Lina falou é uma loucura porque ela interpreta acelerar o processo como uma tentativa de encerrar o processo”, disse o assessor do presidente.

Questionado se o presidente Lula ficou incomodado com a repercussão do caso, o chefe de gabinete respondeu que o assunto não abala em nada o governo. “O presidente não considerou nada importante isso. Ele tem absoluta confiança [em Dilma]. Se tem alguma coisa que jamais alguém poderá acusar a Dilma é de que ela favoreceu alguma coisa que não esteja na luz. Entre a sombra e a luz, a Dilma é luz. Não nos preocupa em nada esse episódio”, garantiu.

Pena

Lina Vieira seria uma das autoridades condecoradas durante a solenidade desta tarde, no Tribunal Superior do Trabalho (TST). Ela, no entanto, não compareceu ao evento. Gilberto Carvalho ironizou a ausência da ex-secretária.

“Eu tenho pena da posição que a Lina está ocupando, porque ela foi demitida e agora tenta criar um espaço. Não quero julgá-la, não me compete, ela está fora do governo. Deus abençoe ela, que ela tenho sucesso na vida dela. Até lamentei que ela não veio aqui hoje, porque ela era condecorada. Só lamento que ela saia com essas afirmações que só servem para tumultuar”, disse o chefe de gabinete de Lula.

Na segunda-feira (10), durante visita a Natal, Dilma já havia negado o suposto encontro privado e que tenha feito o pedido a Lina Veira. "Não, eu não fiz esse pedido a ela", disse Dilma.

O próprio presidente Lula disse duvidar que Dilma tenha tentado interferir nas investigações em curso na Receita. “Eu duvido que a Dilma tenha conversado com a Lina sobre qualquer assunto desses. Duvido”, afirmou. Ele classificou a história de "fantasia". “Eu não acredito. Quem construiu essa fantasia, essa história, em algum momento vai ter que dizer que foi um ledo engano”.


MORADORES DISCUTEM MUDAR NOME DO LOTEAMENTO JOSÉ SARNEY, EM NATAL


Associação pediu audiência pública na Câmara Municipal.
Comunidade fica em bairro da periferia da capital do RN.

Marília Juste
Do G1, em São Paulo

Moradores começaram na noite de segunda-feira (10) a discutir a mudança de nome do loteamento José Sarney, na periferia de Natal (RN).

O debate é iniciativa da Associação Comunitária do loteamento, para a qual o nome gera um “constrangimento duplo” – pelas denúncias contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e pela fama do local de área violenta, segundo o presidente da entidade, Sebastião Fernandes.

De acordo com a assessoria de Sarney, a comunidade tem o direito de escolher o nome que quiser para o loteamento.

A comunidade, que atualmente abriga 15 mil pessoas, surgiu há cerca de 25 anos com o nome de loteamento Nova Natal II. No final da década de 1980, foi rebatizada em homenagem ao então presidente da República. Agora, 20 anos depois, os moradores querem mudar novamente de nome.

A proposta foi apresentada à população em uma reunião na noite de segunda-feira (10). A associação pretende pedir uma audiência pública à Câmara dos Vereadores. “Vou lá amanhã [quarta, 12] me reunir com os vereadores e ver quando podemos fazer isso”, afirmou Fernandes. “Depois, vamos fazer um plebiscito entre os moradores”.

“A gente quer mudar porque o povo daqui sofre muito constrangimento quando diz que mora no José Sarney”, conta o líder dos moradores. “É um pouco pela imagem do Sarney mesmo, tem piadinha, o povo não gosta. E um pouco pela fama aqui da região de ser um local violento. Às vezes, você procura um emprego e fica mal quando o patrão ouve o nome de onde você mora”, afirma.


Além disso, segundo Fernandes, o presidente do Senado não teria feito pela comunidade nada que justificasse a homenagem. “Ele não fez nada por aqui. Não tem nenhum projeto dele, nada”, afirma.

Outro problema é que a lei federal 6454/77 proíbe que pessoas vivas dêem nome a ruas, praças ou prédios públicos, lembra o vereador Heráclito Noé (PPS), que recebeu o pedido da associação.

Nem todos os moradores são a favor da proposta, no entanto. Segundo Noé, alguns comerciantes estão receosos de que a mudança traga prejuízo.

“Eles têm medo de ter que mexer em papelada, de as pessoas não saberem mais onde fica o negócio”, conta. Para outros moradores, de acordo com Fernandes, o problema é outro. “Tem gente que acha que não vai mudar nada, não precisa disso.”

O apoio é essencial para o projeto. “A gente só consegue mudar o nome da comunidade se a maioria da população estiver de acordo”, explica o vereador.

Heráclito Noé acredita também que o pedido pode ser usado para chamar a atenção para a comunidade e seus problemas, como pobreza e violência.

O presidente da associação de moradores afirma que vai falar sobre isso na audiência na Câmara. “Queremos também que se faça alguma coisa para melhorar a segurança, a saúde, o saneamento e a educação do nosso povo”, afirma Fernandes.

A associação pretende promover uma votação para escolher um novo nome para a localidade. Entre as possibilidades está o antigo Nova Natal II. O preferido pela população, segundo Fernandes, é o da santa da igreja local, Nossa Senhora do Rosário.


STF DECIDE SE CASSAÇÃO DE GOVERNADOR GERA NOVO PLEITO

Consultor Jurídico

O Supremo Tribunal Federal vai decidir se o Tribunal Superior Eleitoral deveria ter convocado novas eleições para o governo do Maranhão, depois da cassação de Jackson Lago (PDT), ao invés de determinar a posse da segunda colocada na eleição para o estado, Roseana Sarney (PMDB). O presidente do TSE, ministro Carlos Britto, admitiu nesta segunda-feira (10/8) a subida do recurso, apresentado pela coligação “Frente de Libertação do Maranhão”, que apoiou Lago em 2006.

Jackson Lago e seu vice, Luiz Carlos Porto, foram cassados em março deste ano por abuso de poder político. Na ocasião, o TSE determinou que fosse empossada a segunda colocada no pleito de 2006, a então senadora Roseana Sarney (PMDB). De acordo com Carlos Britto, o tema questionado no recurso “é de índole eminentemente constitucional”. No recurso, a coligação sustenta que na decisão o TSE afrontou os artigos 77 e 81 da Constituição Federal. Os dispositivos tratam de eleições em dois turnos para os cargos de presidente e vice-presidente da República e da realização de novo pleito no caso de vacância nesses cargos.

A coligação apresentou outros recursos ao TSE, que não foram aceitos pelo presidente Carlos Britto. Ele explicou que a discussão sobre a competência do TSE para julgar, originariamente, recursos contra expedição de diplomas de governadores depende apenas da análise de legislação infraconstitucional (artigo 276 do Código Eleitoral), e por isso não pode ser motivo de recurso para análise do STF.

Da mesma forma, a alegação de afronta ao princípio do devido processo legal não deve ser levada para análise do STF, disse o ministro. Com base na própria jurisprudência da Suprema Corte, explicou, a tese de violação a esse preceito “pode configurar, quando muito, situação de ofensa reflexa ao texto constitucional”.

A discussão sobre eventual desrespeito aos parâmetros da razoabilidade e proporcionalidade também não deve ser encaminhada para análise do STF, enfatizou o presidente do TSE. A Corte Eleitoral analisou detidamente os fatos e provas contidos nos autos para entender que as condutas imputadas ao então candidato do PDT comprometeram a normalidade e o equilíbrio do pleito, frisou o ministro.

Para rediscutir este tema, seria necessário o reexame desse conjunto fático-probatório, o que não é possível em se tratando de Recurso Extraordinário, concluiu Britto. Com informações da Assessoria de Imprensa do TSE.

RCED 671


LINA VIEIRA REAFIRMA QUE HOUVE ENCONTRO COM DILMA; MINISTRA VOLTA A NEGAR

Ex-secretária da Receita disse estar triste com desmentidos sobre reunião.
Ministra da Casa Civil destacou a falta de provas do encontro.

Do G1, com informações da TV Globo

A ex-secretária da Receita Federal, Lina Vieira, reafirmou nesta terça-feira (11) que teve um encontro com a ministra Dilma Rousseff, no qual a chefe da Casa Civil teria feito um pedido para agilizar a investigação sobre o filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). “Não vejo nada de mais a ministra dizer a verdade, né? Eu estive com ela no gabinete dela (...) e ela esteve comigo em conversa particular e pediu pra que eu agilizasse a fiscalização do filho de Sarney.”

A reportagem completa você vai ver daqui a pouco no Jornal Nacional.

No domingo (9), o jornal "Folha de S.Paulo" publicou reportagem na qual Lina afirma que teve o encontro com Dilma. Esse encontro, segundo a reportagem, foi apenas entre as duas, no gabinete da ministra, no final de 2008. Lina afirmou que estava no processo de eleição do Senado, e que entendeu que o pedido era para encerrar a fiscalização das empresas de Sarney.

Nesta terça, em Mossoró (RN), a ministra Dilma voltou a negar ter feito o pedido e negou ter tido o encontro a sós. "Eu não tive essa discussão com a ex-secretária da Receita, Lina Vieira. (...) Tive reuniões com pessoas presentes, nunca foi sobre esse assunto, e sinto muito que a secretária da receita tenha ido a público dizer isso", declarou.

Lina disse estar triste com os desmentidos sobre o encontro. “Eu estou muito triste por que nada disso deveria estar acontecendo. Se a ministra tivesse dito a verdade, que houve esse encontro, eu não acho nada demais nesse encontro.”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a ministra na segunda-feira (10) durante reunião da Unasul no Equador, e afirmou que o encontro entre as duas era uma fantasia.

Lina disse nesta terça acreditar que, em particular, a ministra confirmaria ao presidente a conversa. “Tudo o que eu disse foi verdade, o encontro ocorreu, eu acho que ele estava em Quito, não teve oportunidade de conversar com a ministra, certamente em particular a ministra irá confirmar que teve esse encontro comigo.”

A ex-secretária, que está em Natal (RN), disse que houve testemunhas do encontro. “O encontro efetivamente aconteceu, tem o pessoal da Receita, o motorista que me levou, do prédio do Palácio do Planalto, tem a minha chefe de gabinete, a própria chefe de gabinete da ministra esteve na minha sala para agendar essa reunião com a ministra, então, os fatos existem, efetivamente aconteceu e eu não vejo nada demais nessa conversa que a ministra teve.”

Dilma destacou que não havia provas da reunião. “A gente não afirma, a gente prova, então, as agendas são oficiais. (...) Havia uma agenda que tava na mala. Estranho que as agendas, elas estão geralmente nos meios normais, eletrônicos. E agora não tem agenda nenhuma. Não tá na mala. A agenda, ela não existiu, ela é sigilosa.”


SENADORES DO PT ASSINAM MANIFESTO CONTRA SARNEY

GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

Parlamentares que defendem o afastamento do senador José Sarney (PMDB-AP) da presidência do Senado conseguiram 41 assinaturas favoráveis ao manifesto que pede a saída temporária do peemedebista do cargo. Com a adesão da maioria dos 81 senadores ao manifesto, os parlamentares esperam que o Conselho de Ética instaure ao menos um processo para investigar Sarney.

Alguns líderes partidários, porém, assinaram o manifesto em nome das bancadas --o que na prática reduz o apoio ao afastamento de Sarney. "Alguns senadores podem dizer que não apoiaram, que quem assinou foi o líder. Para mim, deveríamos propor uma votação em plenário para decidir o futuro do senador Sarney", disse o senador Cristovam Buarque (PDT-DF).

Os senadores Eduardo Suplicy (PT-SP) e Marina Silva (PT-AC) assinaram o texto nesta terça-feira. No total, cinco senadores do PT aderiram ao pedido para que Sarney se licencie da presidência --dos 12 petistas que integram a bancada.

"O manifesto é a vontade política da maioria. A consequência da manifestação é o julgamento de pelo menos um processo no plenário da Casa. Se o PT apoiar uma representação no conselho é suficiente", afirmou o senador Álvaro Dias (PSDB-PR).

O apoio dos três senadores do PT que integram o Conselho de Ética é considerado, pela oposição, decisivo para a instauração de processos contra Sarney. O plenário do conselho vai analisar nos próximos dias os dez recursos apresentados pela oposição contra o arquivamento sumário dos processos.

O presidente do conselho, Paulo Duque (PMDB-RJ), arquivou os pedidos de investigação com o argumento de que foram baseados em notícias de jornais. Senadores do DEM e do PSDB que integram o colegiado recorreram contra o arquivamento das acusações. O impasse vai ser decidido pelo plenário do Conselho de Ética.

Cristovam reconhece que, apesar de ter o apoio da maioria do Senado ao manifesto, Sarney pode ser absolvido de perder o mandato caso o plenário venha a julgar o presidente da Casa --uma vez que a votação é secreta em casos de quebra de decoro parlamentar.


VAI BEM O ACORDÃO PARA SALVAR SARNEY E POUPAR VIRGÍLIO

COMENTÁRIO
Por Ricardo Noblat

Há horas que rola o maior oba oba no Senado porque Tasso Jereissati (PSDB-CE) fez um discurso pedindo desculpas pela dura e grosseira discussão que travou na semana passada com o colega Renan Calheiros (PMDB-AL). Jereissati chamou Renan de cangaceiro. Renan devolveu chamando-o de "coronel de merda".

O discurso de Jereissati, aparteado por mais de 20 senadores até agora, tem a ver com a manobra em curso para baixar a bola da crise do Senado - ou a do seu presidente José Sarney (PMDB-AL). Ou das duas. Os principais partidos estão envolvidos na manobra - PSDB, PT, PMDB e DEM.

Costura-se um acordão para que Sarney fique na presidência e seja engavetada a representação do PMDB que pediu a cassação do mandato de Arthur Virgílio (AM), líder do PSDB, por quebra de decoro. O Senado pagou o salário de um assessor de Virgílio que estudou cinema em Barcelona durante dois anos.

Emparedado por Lula, o PT não tem coragem para votar pelo desarquivamento de denúncias e representações contra Sarney no Conselho de Ética. Mas não quer se indispor com a opinião pública votando pela manutenção do arquivamento.

O PSDB almeja o apoio do PMDB em vários Estados para seu candidato à sucessão de Lula - e não quer encrenca para as bandas de Virgílio.

O PMDB quer salvar Sarney - e manter abertas as portas que o levarão a se compor ora com o PT, ora com o PSDB nas eleições do próximo ano.

Quanto ao DEM, que ajudou Sarney a se eleger presidente do Senado, esse irá a reboque do PSDB. Apóia José Serra para presidente. Nada fará que possa atrapalhá-lo.

O pedido do PMDB para cassar Virgílio foi feito para pavimentar o caminho do acordão. Está dando certo.


PRESIDENTE DO CONSELHO DE ÉTICA ADIA REUNIÃO SOBRE RECURSOS DE SARNEY


Paulo Duque diz que deve marcar sessão para próxima semana.
Ele disse que apresentará decisão sobre ação contra Virgílio na quarta.

Robson Bonin
Do G1, em Brasília

O presidente do Conselho de Ética, Paulo Duque (PMDB-RJ), adiou a reunião do colegiado que estava prevista para ocorrer nesta quarta-feira (12). A sessão deveria analisar os recursos apresentados pela oposição que pedem o desarquivamento das ações protocoladas contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e rejeitadas por Duque.

O presidente do conselho diz que quer receber todos os recursos para só depois convocar uma sessão para colocar as matérias em votação. "Provavelmente na próxima quarta-feira (19) pela manhã vou convocar uma reunião do conselho para analisar os recursos de uma vez só", diz Duque.

Nesta terça-feira (11), o PSDB apresentou seis medidas pedindo o desarquivamento das matérias rejeitadas por Duque na sessão na sexta-feira (7). Ao todo, o colegiado já tem dez matérias à espera de análise.

O PSOL anunciou que vai protocolar um recursos contestando a decisão de Duque ainda nesta quarta. Com isso, os 15 integrantes do conselho terão de decidir, por meio de votação, se confirmam o arquivamento de todas as 11 ações contra Sarney ou se abrem a investigação contra o presidente do Senado.

Duque também disse ao G1 que não irá realizar sessão para ler sua decisão sobre a representação apresentada pelo PMDB contra o líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM). "Vou apresentar apenas o despacho, como fiz na última sexta-feira com as sete ações sobre o presidente Sarney", explica. Duque diz que vai apresentar seu relatório sobre a representação contra Virgílio às 18h desta quarta.

O presidente do conselho não quis adiantar o seu julgamento sobre a açào contra o líder tucano, mas disse que a decisão "foi muito bem fundamentada". Duque também afirmou que vai publicar um livro com os pareceres assinados por ele para justificar o arquivamento das 11 ações contra Sarney. "Foi um material muito bem fundamentado", afirma.


OPOSIÇÃO RECORRE CONTRA ARQUIVAMENTO DE DEZ AÇÕES CONTRA SARNEY

Na semana passada, o presidente do Conselho de Ética arquivou 11 ações.
Partidos não recorreram ainda de uma representação, feita pelo PSOL.

Eduardo Bresciani
Do G1, em Brasília

A oposição recorreu no fim da tarde desta terça-feira (11) do arquivamento de mais três denúncias contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Ao todo, já são dez recursos contra decisões do presidente do Conselho de Ética, Paulo Duque (PMDB-RJ). A oposição só não recorreu ainda de uma das representações, apresentada pelo PSOL.

Estudantes levam pizzas ao Senado para protestar (Foto: Ed Ferreira/Ag. Estado)

Os três últimos recursos protocolados nesta terça dizem respeito a uma denúncia apresentada pelo líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), e a outras duas assinadas em parceria com o senador Cristovam Buarque (PDT-DF). Para rejeitá-las, Duque argumentou que eram baseadas em reportagens jornalísticas.

A denúncia assinada somente por Virgílio diz respeito às gravações que ligariam o presidente do Senado aos atos secretos, tema contemplado também em representação do PSDB.
A denúncia, protocolada por Virgílio e Buarque, de que um assessor do presidente do Senado teria usado seu prestígio junto à Polícia Federal para repassar informações privilegiadas para Fernando Sarney, foi outra objeto de recurso.
Neste caso, foram usados por Duque tanto o argumento sobre matérias jornalística quanto à nulidade das gravações como prova porque o processo corre em segredo de Justiça.
Mais cedo, o PSDB protocolou no Conselho de Ética outros três recursos pedindo o desarquivamento das representações apresentadas pelo partido contra o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP).

Na segunda-feira (10), a oposição já havia recorrido contra o arquivamento de outros três pedidos de investigação arquivados pelo presidnete do Conselho de Ética, Paulo Duque (PMDB-RJ).

Na semana passada, Paulo Duque arquivou todas os 11 pedidos de investigação contra Sarney.
Bancada do PT

Em reunião nesta tarde para decidir a posição do partido sobre as ações contra Sarney arquivadas pelo Conselho de Ética, a bancada do PT empurrou a decisão sobre um eventual apoio à investigação de Sarney para depois que for feita uma análise "de maneira técnica" de todas as 11 ações contra o presidente do Senado.

Segundo o líder do PT, senador Aloizio Mercadante (SP), só depois de analisar a fundamentação jurídica das matérias é que a bancada irá manifestar uma posição favorável ou contrária à investigação.


SERRA DIZ QUE LULA INTERFERIU NO CONSELHO DE ÉTICA


AE - Agencia Estado

SÃO PAULO - O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), afirmou ontem, em entrevista à rádio Tudo FM de Salvador, que o governo federal interferiu na crise do Senado. "Não tenho participado dessa discussão, mas fui senador e sei como aquela Casa funciona", disse. Serra não citou diretamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas deixou claro que identificou a participação do Palácio do Planalto nos acontecimentos do Senado. "Na condição de governador tenho de manter uma relação institucional com o Senado. Houve realmente interferência do Executivo", disse. "Espero que os próprios senadores encontrem uma saída para essa crise".

Na semana passada, o presidente do Conselho de Ética, Paulo Duque (PMDB-RJ), decidiu pelo arquivamento de todas as 11 ações contra Sarney - e uma contra o líder do PMDB, Renan Calheiros (AL). Ontem, porém, o líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM) e o PSOL recorreram ao colegiado contra o engavetamento. Sarney é acusado, entre outras denúncias, de responsabilidade na edição de atos secretos adotados para criação de cargos, nomeações e aumentos salariais e de irregularidades na administração da fundação que leva seu nome.

Em Quito, no Equador, o presidente tentou se descolar da crise política no Senado e declarou que seria "presunção" interferir nos processos abertos no Conselho de Ética contra o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP). "Eles têm os mecanismos. Que investiguem, que absolvam, que punam. Mas que não peçam a minha opinião". O presidente voltou a repetir que o Senado tem "maioridade e instrumentos" para investigar os casos "do jeito que bem entender" e "não cabe a ele dar palpites". "Seria presunção demais da minha parte". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


OPOSIÇÃO VAI TENTAR CONVIDAR LINA PARA DEPOR NA CCJ DO SENADO


Senadores querem ouvir a ex-secretária sobre suposta conversa com Dilma e manobra contábil da Petrobras

Carol Pires, da Agência Estado

BRASÍLIA - A oposição tentará convidar a ex-secretária da Receita Federal Lina Maria Vieira para depor à Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), independentemente se ela for ou não à CPI da Petrobras. De acordo com o líder do DEM, José Agripino Maia (RN), a estratégia é que a ex-secretária fale na CCJ sobre a conversa que teria tido com a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e, na CPI da Petrobras, explique a manobra contábil que permitiu à estatal pagar menos impostos.
Agripino afirma que a oposição não quer ser acusada de "politizar" a CPI da Petrobras e, por isso, seria interessante que Lina Vieira falasse sobre o episódio envolvendo a ministra Dilma Rousseff em outro foro, no caso, na CJJ. Esta semana, Lina Vieira declarou, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, que, no final do ano passado, Dilma Rousseff teria lhe pedido para "agilizar a fiscalização do filho do Sarney". A ex-secretária afirma ter entendido o pedido da ministra como um recado "para encerrar" as investigações envolvendo a família do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).
Nesta terça-feira, a CPI da Petrobras vai ouvir o secretário interino da Receita Federal, Otacílio Cartaxo. O senador ACM Júnior (DEM-BA) disse que questionará Cartaxo sobre a legalidade do mecanismo contábil usado pela Petrobras, que usará eventuais brechas nas explicações do secretário para fundamentar a necessidade de convidar Lina Vieira na CPI. "Ela era secretária da Receita na época da manobra contábil e tem que explicar o que aconteceu. Se a Receita tinha uma resolução e mudou para ajudar a Petrobras, isto é um escândalo", avaliou.
Em entrevista à Agência Estado, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), disse que a oposição quer convidar Lina Vieira na CPI da Petrobras apenas para "criar um factoide político". "Eles têm que levá-la para depor na convenção do DEM e do PSDB, porque o interesse deles no depoimento dela não é técnico, é político", ironizou o líder.


SARNEY INTERVÉM NA COMUNICAÇÃO DO SENADO E TROCA DIRETOR

Mudança será na Secretaria de Comunicação da Casa, responsável pela TV Senado e Rádio Senado

Leandro Colon, de O Estado de S. Paulo

Brasília - Em meio à crise política que vive, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), decidiu fazer uma intervenção na Secretaria de Comunicação da Casa, responsável, entre outras coisas, pela TV Senado e Rádio Senado. Ele vai nomear seu assessor e braço direito Fernando Cesar Mesquita para ser o diretor da área. A informação foi confirmada pelo próprio assessor ao Estado. "O presidente me chamou. Eu não queria, mas ele pediu", disse.

Segundo Mesquita, que trabalha há 25 anos com Sarney, a nomeação deve ser publicada até amanhã. Ele vai substituir Ana Lúcia Novelli, servidora de carreira, que estava no cargo desde 30 de abril.

A assessores, Sarney tem reclamado da cobertura jornalística dos órgãos de comunicação do Senado. Para o senador, por exemplo, as medidas administrativas tomadas para conter a crise interna não têm tido o mesmo espaço que o noticiário referente às denúncias contra ele.

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Mesquita - que ocupou esse cargo na primeira gestão de Sarney a partir de 1995 - nega que a troca seja uma intervenção na Comunicação. Mas ele adota o discurso de que, a partir de agora, haverá isenção nas transmissões da TV e da Rádio Senado. "Os critérios básicos são de isenção, imparcialidade, sem privilégios de quem quer que seja", disse. "Se o senador tem um espaço, o outro tem que ter o mesmo", afirmou.


MARINA SILVA E SUPLICY PODEM PEDIR LICENÇA DE SARNEY

Senadores requisitaram cópia da carta que pede a licença; três petistas já assinaram documento

Christiane Samarco, da Agência Estado

BRASÍLIA - A menos de uma hora da reunião da bancada do PT, a senadora Marina Silva (PT-AC) e o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) pediram ao senador Cristovam Buarque (PDT-DF) cópia da carta em que a oposição e dissidentes da base aliada pedem o afastamento do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Segundo uma fonte dos partidos de oposição, eles manifestaram ao senador Cristovam a disposição de assinar a carta. O documento já conta com a assinatura dos senadores petistas Tião Viana (AC), Flávio Arns (PR) e Augusto Botelho (RR).
O líder do PT no Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP), tem defendido de público que Sarney se licencie do cargo e que o Conselho de Ética acolha pelo menos uma representação contra o presidente da Casa. Mercadante só não assinou a carta, que já foi lida em plenário na sexta-feira, 7, porque fez consulta prévia ao presidente nacional do partido, deputado Ricardo Berzoini (SP), que apelou a ele para que não o fizesse.
Na reunião desta terça-feira, 11, a bancada do PT no Senado, que conta com 12 senadores, vai decidir se os representantes do PT no Conselho de Ética apoiarão ou não os recursos da oposição contra o arquivamento das ações contra Sarney, decidido pelo presidente do colegiado, senador Paulo Duque (PMDB-RJ).