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terça-feira, 18 de agosto de 2009

APÓS DEPOIMENTO, OPOSIÇÃO PROMETE INSISTIR EM ACAREAÇÃO ENTRE LINA E DILMA


Na CCJ, ex-secretária da Receita reafirmou suposto encontro com Dilma.
Base governista saiu satisfeita com declarações da servidora.

Robson Bonin
Do G1, em Brasília

Depois de quatro horas de depoimento na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, a ex-secretária da Receita Federal, Lina Vieira, deixou a reunião sem falar com a imprensa. Aos senadores, ela apresentou detalhes de um suposto encontro secreto com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e negou que a ministra tenha tentado influenciar no resultado de investigações do órgão sobre os negócios de Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

Para a oposição, as declarações de Lina reforçaram a tese de que a ministra, de fato, interferiu no órgão. O senador Antônio Carlos Magalhães Júnior (DEM-BA), autor do requerimento de convocação de Lina, avaliou que a versão da ex-secretária serviu para comprovar a existência do suposto encontro. "Claro que a gente esperava mais informações, mas não tenho dúvidas de que o encontro existiu", disse.

A oposição afirma que vai aguardar que Dilma se manifeste sobre o depoimento de Lina Vieira para decidir se entra com um requerimento de acareação na CPI da Petrobras. De acordo com o regimento do Senado, não há como promover acareações na CCJ. "A solução para esse caso vai ser a acareação. Mas vamos aguardar o avançar dos fatos para propor essa matéria na CPI da Petrobras", disse Antônio Carlos Magalhães Júnior.

Ainda segundo o senador do DEM, Dilma jamais poderia ter interferido em um assunto da Receita Federal. "A interferência, por menor que seja, foi indevida. Ela (Dilma) não poderia se meter", disse.
O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) disse que vai insistir no pedido de acareação. Nesta terça, ele chegou a propor a acareação durante a reunião da CCJ em que a ex-secretária da Receita foi ouvida sobre o suposto encontro com Dilma.

Na sexta-feira passada (14), o senador já havia anunciado que pediria a acareação após o depoimento de Lina à CCJ. "Claro que a acareação seria uma batalha campal para conseguir aprovar. Mas a oposição vai cumprir o dever de propor, caso as explicações da ex-secretária da Receita Federal deixem margem para isso", disse Dias.

Na CCJ, a ex-secretária da Receita Federal disse que Dilma teria pedido para ela "agilizar" a conclusão de investigações em torno do filho de Sarney. Pedido semelhante à recomendação da Justiça, que também havia solicitado celeridade no trabalho do órgão sobre as apurações em relação a Fernando Sarney.

Do lado do governo, o fato de a ex-secretária ter afirmado que a ministra não interferiu no mérito da investigação contra Fernando Sarney foi encarado como vitória. O líder do PT, Aloizio Mercadante (SP), saiu satisfeito com as palavras de Lina que, para ele, mostram que não houve irregularidades cometidas por Dilma no suposto encontro.


LINA DIZ QUE DILMA NÃO TENTOU IMPEDIR INVESTIGAÇÃO SOBRE FILHO DE SARNEY


'Agilizar' de ministra foi para dar celeridade à investigação, disse.
Ex-secretária manteve versão de que encontro com Dilma aconteceu.

Robson Bonin
Do G1, em Brasília

A ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira negou nesta terça-feira (18), durante depoimento da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, tenha tentado influenciar o resultado das investigações do órgão sobre Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Lina, no entanto, manteve a afirmação de que o encontro com a ministra ocorreu, apesar da ministra ter negado desde o início a reunião.

"A ministra me disse para agilizar a fiscalização do procedimento contra o filho de Sarney, mas, de forma alguma, o pedido foi para não investigar o filho de Sarney. Foi apenas para dar agilidade", disse a ex-secretária.

A declaração de Lina foi dada em resposta à pergunta formulada pelo líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), que questionou se Lina acreditava que o suposto "agilizar" de Dilma tinha o objetivo de livrar Fernando Sarney das investigações ou tinha o mesmo conteúdo da solicitação da Justiça, que também pediu celeridade no caso. Lina afirmou que era, de fato, apenas para dar agilidade.

Lina também disse que interpretou o pedido de Dilma como sendo desnecessário. "Não entendi a razão dessa mentira, achei o pedido incabível, descabido, tava o processo em ação judicial", disse, se referindo à ministra sempre ter negado o encontro e o pedido de "agilizar" a investigação sobre as empresas de Sarney.

Dilma

Lina foi convidada para depor na CCJ para falar sobre o suposto encontro com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, no qual a ministra teria pedido para "agilizar" as investigações contra a família Sarney. "Falamos sobre amenidades e, então, ela me perguntou se eu podia agilizar a fiscalização do filho do Sarney", disse ao jornal. Dilma sempre negou o encontro e o pedido.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva entrou na polêmica para defender a ministra da Casa Civil. Nesta segunda-feira (17), ele disse que a ex-secretária da Receita Federal tem de apresentar a agenda onde constaria a reunião.

"Seria tão mais simples e fácil [provar] o que a secretária diz, que encontrou com a Dilma. Não precisaria nem gastar dinheiro, comprar passagem, ir ao Congresso. Era só pegar as duas agendas [da ministra e da ex-secretária] e ver o que aconteceu", disse Lula.


LULA VOLTA A DEFENDER SARNEY E ATACAR 'OBA-OBA DE DENUNCISMO'


Afirmação foi feita durante entrevista a rádio no Rio de Janeiro.
Presidente inaugura nesta terça obras na Baixada Fluminense.

Do G1, em Brasília


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), em entrevista a rádio Tupy nesta terça-feira (18).

Lula disse que não é contra as investigações sobre o parlamentar e sim contra o “oba-oba de denuncismo” em relação à questão.

Presidente Lula durante visita ao Centro de Referência da Juventude do Governo do Estado do Rio de Janeiro nas comunidades Pavão-Pavãozinho e Cantagalo. (Foto: Ricardo Stuckert Presidência)

“Eu defendo para mim e para a pessoa mais humilde que está nos ouvindo. Eu quero a investigação correta e julgamento pelas instituições pertinentes e que se tiver que punir que se puna. O que eu não quero é esse oba-oba do denuncismo, porque isso não dá certo em lugar nenhum do mundo”, disse ao ser questionado sobre o motivo do apoio a Sarney.

Não é a primeira vez que Lula sai em defesa de Sarney desde o início da crise no Senado, com várias irregularidades sendo descobertas, como o caso dos atos secretos. O presidente já pediu cuidado com a biografia do parlamentar e se reuniu com ele para demonstrar solidariedade.

Lula disse que o apoio ao parlamentar é menos ao homem a mais à instituição.

“É menos apoiar o homem, é apoiar a instituição. Veja, o Sarney pediu investigação da Polícia Federal sobre o filho dele, pediu para a Fundação Getúlio Vargas fazer um estudo da questão do Senado para um novo gerenciamento do Senado. Até agora, ele tomou as medidas que tinha que tomar e temos que esperar, porque se nós acharmos que as pessoas têm que ser condenadas pela manchete do jornal, ninguém consegue fazer nada nesse país. O que não dá é as pessoas acharem que pode mudar o presidente do Senado toda vez que tem uma denúncia”, argumentou Lula.

Lula cumpre agenda nesta terça-feira (18) no Rio de Janeiro, onde inaugura obras na Baixada Fluminense. Segundo ele, o governo federal está “gastando dinheiro para consertar os desmandos dos que governaram” o estado no passado.

“A geração que governou esse país há 40 anos atrás, há 50 anos atrás, foi uma geração quase que criminosa com o Rio de Janeiro, porque o que é favela hoje era tudo fazenda e se tivesse sido ordenado de forma correta a 50 anos atrás nós hoje não tínhamos favelas”, afirmou Lula.

Segundo ele, a favela já foi sinônimo de poema e hoje é sinônimo de violência. “A favela antigamente era sinônimo de poema, quantas músicas enalteciam as favelas, era uma coisa maravilhosa. Hoje em dia não, é sinônimo de violência. Porque na medida que a sociedade ela vai sendo escurraçada, nós passamos 20 anos sem crescimento no país”, analisou.


ESTUDANTES FAZEM PROTESTOS COM PIZZAS DECORADAS COM ÓCULOS E BIGODE EM SP

Protesto, no Largo de São Francisco, acontece nesta terça-feira (18).
Manifestantes distribuem pizzas no pátio das Arcadas.

Do G1, em São Paulo

Estudantes distribuem pizzas decoradas no pátio das Aracas, da Faculdade de Direito da USP, no Largo São Francisco, em São Paulo, em protesto contra a crise do Senado. Decoração das pizzas, com óculos e bigode, é referência ao presidente da Casa, José Sarney. (Foto: Agência Estado)



EMPREITEIRA ADMITE TER COMPRADO APARTAMENTO USADO PELOS SARNEY


Holdenn diz, em nota, que imóvel foi vendido a deputado, mas contato inicial da negociação foi neto do senador
Rodrigo Rangel

Quatro horas depois de o senador José Sarney (PMDB-AP) dizer ontem, no plenário, que o Estado havia publicado uma reportagem "irresponsável" e "sem provas" em sua edição de domingo, a empresa Holdenn Construções Assessoria e Consultoria Ltda. admitiu em nota a relação de favores com a família. A reportagem mostrou que a Holdenn negociou e pagou dois apartamentos usados pelo clã Sarney em São Paulo.






Na nota, assinada pelo empresário e amigo da família Rogério Frota de Araújo, a empreiteira admite que comprou o apartamento nº 22 do edifício Solar de Vila América, na Alameda Franca, 1.581, nos Jardins. Diz que depois da compra, o imóvel "foi vendido ao senhor José Sarney Filho, mediante instrumento Particular de Promessa de Compra e Venda e outras Avenças". O apartamento 22 foi comprado pela empreiteira depois de um contato inicial de José Adriano, neto de Sarney, com o proprietário do imóvel, o economista Felipe Jacques Gauer.

O imóvel foi adquirido em fevereiro de 2006, quando a empresa ainda se chamava Aracati. "Ele (José Adriano) me fez algumas perguntas e disse que uma pessoa dessa empresa, a Aracati, iria me procurar para acertar a compra do apartamento", contou ao Estado Felipe Gauer, o antigo proprietário.

O apartamento de nº 32, diz a nota da empreiteira, foi comprado em dezembro de 2006 e "é de propriedade da Holdenn (...) para uso dos sócios da empresa". O dono do imóvel, o empresário Sidney Wajsbrot, disse ao Estado, também em entrevista publicada na edição de domingo, que antes mesmo de pôr o apartamento à venda foi procurado pelo então zelador do prédio com a informação de que "o senador Sarney estava procurando um apartamento, que já tinha outros dois e queria um terceiro, para um assessor dele". A família utiliza os apartamentos desde que foram comprados pela Holdenn, em 2006. No apartamento 22, mora Gabriel José Cordeiro Sarney, 22 anos, filho do deputado Zequinha Sarney (PV-MA). Antes dele, morou o irmão, José Adriano, o mesmo que iniciou a negociação concluída pela Holdenn.

O apartamento 32, usado com frequência por assessores da família, já hospedou o próprio senador. Chama atenção, na relação entre a Holdenn e os Sarney, o fato de que nem a empresa nem a família esclarecem as condições da suposta venda do apartamento 22 para Zequinha Sarney.

Limitam-se a informar a existência de um "contrato de promessa de compra e venda" e que o deputado está até hoje pagando o imóvel à Aracati. Não esclarecem valor nem em quantas parcelas a empreiteira teria financiado o apartamento. Também não informam quando se deu o negócio. Na prática, admitem que Zequinha Sarney é dono informal de um imóvel comprado por uma empreiteira com negócios no setor elétrico, área em que sua família exerce forte influência.

Ontem o Estado encaminhou quatro perguntas ao deputado e reiterou o pedido de acesso ao contrato de compra e venda do apartamento. Em nota, ele se negou a fornecer o documento e classificou o Estado como inimigo político da família. "Não me interessa dar detalhes da minha vida pessoal a um adversário político que tenta me envolver numa disputa cujo único objetivo é retirar meu pai da presidência do Senado."


TEMER DEFENDE SARNEY E MINIMIZA IMAGEM NEGATIVA DO PODER LEGISLATIVO


DIMITRI DO VALLE
da Agência Folha, em Curitiba

O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), defendeu nesta segunda-feira o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e minimizou a má imagem do Poder Legislativo apontada em pesquisa do Datafolha.

Pesquisa Datafolha publicada ontem apontou que o Congresso teve avaliação ruim ou péssima para 44% dos entrevistados. Sobre as denúncias envolvendo Sarney, 74% disseram que ele deve sair da presidência do Senado.

Temer disse que, "se o presidente Sarney deixasse a presidência do Senado agora, em nada acrescentaria", afirmou.

"Isto só vai criar um clima institucional muito ruim". De acordo com o deputado, Sarney "está fazendo o possível para sanar eventuais irregularidades". "Ele tomou uma atitude rápida, veloz", disse.

Para Temer, o surgimento de denúncias envolvendo congressistas no país "é um pouco cíclico". O presidente da Câmara afirmou ter "a impressão de que quando se fizer nova pesquisa o resultado será melhor". Revelações como as do Datafolha sobre o Congresso não o surpreendem mais, afirmou.

"Eu não me impressiono com essas pesquisas, essas estatísticas, porque o Poder Legislativo é um poder mais sujeito a observações populares. Acho útil. A crítica é uma coisa importante", disse o deputado em entrevista durante evento na Fiep (Federação das Indústrias do Estado do Paraná).

Cotado como vice em eventual candidatura presidencial da ministra petista Dilma Rousseff (Casa Civil), Temer disse que aguarda as articulações partidárias para se definir.

"Eu não aceito nem desaceito, com o perdão do neologismo", declarou. Ele disse que "não existe candidato a vice" e que o cargo é resultado "de uma circunstância política" entre partidos coligados para defender um mesmo candidato presidencial.

Sobre o futuro do PMDB na sucessão do presidente Lula, Temer declarou que se o partido continuar no governo "a tendência natural é fazer uma aliança com a candidata ou candidato do governo". "Se perceber-se que o PMDB vai em outra direção, acho que eticamente o PMDB não pode ficar no governo", afirmou.

Temer disse ser possível colocar a reforma tributária para votação na Câmara a partir de setembro e que o Congresso pode fechar questão em pelo menos dois pontos: redução do número de tributos e queda da carga tributária.


segunda-feira, 17 de agosto de 2009

JACKSON LAGO FALA SOBRE SUA CASSAÇÃO E CRISE NO SENADO

Por Luana Santana

Na manhã deste sábado (15/08), o ex-governador do estado do Maranhão, Jackson Lago (PDT) concedeu uma entrevista exclusiva ao Portal Hoje. Estando na cidade de Timon – MA para um encontro com lideranças políticas, Jackson Lago falou pela primeira vez sobre sua cassação do governo e contou detalhes sobre a atual crise no Senado que envolve o senador José Sarney (PMDB).

Uma boa notícia a todos os oposicionistas é que na última segunda-feira (10/08) o TSE admitiu e encaminhou para o Supremo Tribunal Federal o recurso extraordinário do PDT do Maranhão questionando a cassação e a substituição do governo. ‘Baseado em que o TSE entregou o governo do Estado para quem perdeu a eleição?’, indagou Lago.

Ao ser questionado sobre a atual crise no Senado, que mostra muitas acusações contra José Sarney, pai da atual governadora do Maranhão, Roseana Sarney, Jackson Lago foi bem claro. ‘Ninguém pode prever como terminará essa vergonha que está acontecendo no Senado. Lamentavelmente o Brasil é um país dos acordos entre as elites e nada melhor para simbolizar essa situação é que José Sarney foi presidente do partido da Ditadura Militar, e quando terminaram os governos dos generais, ele terminou sendo presidente da república no governo civil. Naturalmente este fato fez com que o Maranhão fosse o Estado política e economicamente mais prejudicado no país, porque com o fim do governo militar, todos os Estados respiraram liberdade, houve alternância de poder em todos as cidades, menos no Maranhão porque Sarney deixava de ser presidente do partido da ditadura e passava a ser presidente da república então nós ficamos amargando mais 20 anos de domínio deste grupo e em 2006 nós vencemos a eleição e eles não se conformaram e armaram uma manobra judicial que terminou se transformando em um golpe do judiciário’, afirmou Jackson Lago.

Jackson Lago lembra que há quase oito anos existe uma luta na justiça para a retirada do nome da atual governadora do Maranhão, Roseana Sarney, do prédio do Tribunal de Contas do Estado, ‘Palácio Governadora Roseana Sarney’. “Agora com a crise no Senado, na madrugada, ela própria mandou retirar o nome e está mandando tirar seu nome de várias escolas. Essas são as primeiras conseqüências do medo, pois eles sempre acreditaram na impunidade geral”, concluiu.

Ainda sobre a crise no Senado, Jackson fala: “A nível nacional, essa foi a grande oportunidade do Brasil inteiro ficar conhecendo as verdadeiras razões do atraso do Maranhão. Aquelas práticas, são as práticas que eles usam aqui há mais de 40 anos”.

Durante toda a conversa, Jackson Lago mostrou total confiança em seus argumentos e deu alguns exemplos da diferença de administração entre ele e Roseana Sarney. “Roseana Sarney foi governadora por oito anos e construiu apenas três escolas. Eu e minha equipe em dois anos e três meses, construímos 173 escolas entregues e dezenas de escolas em construção. Se nós tivéssemos no governo agora, já teríamos passado de 200 escolas prontas”.

Para finalizar a conversa, o ex governador fala um pouco sobre a política no estado do Maranhão.

‘Aqui no Maranhão existe dois partidos: o sarneyzismo e o anti sarneyzismo. O anti sarneyzismo está representado em várias legendas e uma delas é o PDT. O momento atual é de construção da unidade. A oposição tem total condição de enfrentar o atual governo. O que devemos fazer é discutir se um programa de salvação do estado do Maranhão, dar prioridade a uma política de descentralização.’

Depois da entrevista, Jackson Lago se dirigiu a sede do PDT para fazer um grande encontro dos oposicionistas e traçar metas de como libertar o Maranhão da atual situação.


O QUE DISSE SIMON

CONGRESSO
Por Lauro Jardim
O discurso de Pedro Simon hoje à tarde no plenário do Senado (leia mais detalhes na nota postada às 17h13) foi duro e com críticas para todos os lados. O sernador peemdebista não se restringiu a voltar a pedir o afastamento de José Sarney. Simon atacou o Senado como um todo, Lula em particular, Dilma Rousseff, Renan Calheiros, PT, PMDB… Abaixo, os principais trechos:

VIVENDO O INFERNO

“Ora, esta casa nunca foi santa. Eu diria que nós estamos vivendo momento em que esta casa é pior do que o inferno. Sem morrermos estamos vivendo o inferno aqui, no Senado, pelo deboche, pela ridicularização”.

CHANTAGEM

“Eu nunca vi esta casa se rebaixar ao ponto em que ela está. Dizem – não sei – que o grupo avançado, a tropa de elite, também está organizando um esquema de advogados, de delegados, etc e tal, para fazer um levantamento de dossiês com relação aos parlamentares desta casa. As informações chegam: Fulano, cuidado com isso! Beltrano, cuidado com aquilo!”.

CONSELHO DE ÉTICA

“O presidente Sarney devia dizer: ‘Eu exijo que o Conselho de Ética se reúna. Eu exijo que aceite as representações’. O Conselho de Ética está louco para absorve-lo. Alguém tem alguma dúvida que ele seria absolvido. Ninguém tem dúvida. Mas pelo menos se saberia o seu conteúdo, pelo menos ele teria o direito de defender”.

AFASTAMENTO

“Quando achamos que o presidente Sarney deveria afastar-se para iniciar o entendimento, ele quer fazer as reformas com ele. Não entende sua excelência que ele não reúne hoje as condições de fazer as transformações necessárias. Seria um gesto importante dele a renúncia da presidência. Mas parece que ele prefere ficar e assistir ao Senado cair na cabeça de todos nós a ter um gesto de grandeza de renúncia”.

LULA, O RESPONSÁVEL

“O culpado maior disso tudo se chama presidente Lula. E a minha querida ministra pode pagar o preço. O quê que o Presidente Lula tinha que mandar a ministra Dilma, de noite, na casa do Sarney, dizer para ele não renunciar, quando ele queria renunciar? E o Presidente lá no exterior diz para a Ministra: vá lá e peça para ele não renunciar. O quê que o Presidente Lula tinha que fazer, o que a ditadura não fez, intervindo nesta Casa, com interviu na bancada do PT, humilhando a bancada do PT? E agora, exigir que a bancada do PT afaste dois titulares da Comissão de Ética para arquivar as representações. Isso é o atestado de óbito do velho PT, isso é a certidão de nascimento do novo PT, se isso vier a acontecer”.

PMDB

“O que me magoa muito, hoje, é o presidente da Câmara, é a cúpula do MDB, que vive essa tragicomédia. No comando, uma vela para o Lula e outra vela para o Serra; uma vela para a Dilma e outra vela para o PSDB. A única coisa certa é que o MDB fica no governo, assim como está: agachado, humilhado em troca de cargos, de favores, de benesses. Esse é o presidente Sarney, esse é o Renan, esse é o Jader, esse é o presidente do partido e presidente da Câmara dos Deputados. Esta é a triste realidade do meu partido”.

A PIOR CRISE

“Acho que este Senado vive o momento mais sério de toda a sua existência. Este Senado já foi fechado, aquartelaram e fecharam este Senado, os senadores saíram a pé daqui. Fecharam na ditadura, na violência. Muitos saíram cassados desta Casa, senadores biônicos vieram para cá. Mas agora não!. Agora somos nós que estamos na berlinda e somos nós que temos que decidir, somos nós que temos que dar a resposta, somos nós que temos que ter a coragem de fazer uma reformulação real e objetiva na vida deste Senado”.

A SOCIEDADE

“O sofrimento do presidente Sarney não termina com o arquivamento da ação. Se sua excelência pensa que arquivar os requerimentos da Comissão de Ética termina o seu sofrimento, eu diria que começa”.


EDIVALDO DIZ QUE GTA NÃO EXPLICA DENÚNCIAS E ACUSA ALUÍZIO DE FALSIDADE IDEOLÓGICA


Ato de exoneração de Aluízio publicado no DOE em 3 de agosto

O deputado Edivaldo Holanda acusou nesta segunda-feira, Aluizio Guimarães Mendes Filho, de crime de falsidade ideológica e de usurpação de função pública, de acordo com as matérias distribuídas pela Secom e publicadas em alguns jornais de São Luís.

Holanda acusa Aluízio de se defender das denúncias de que o GTA estaria utilizando pilotos sem qualificação nas operações policiais, após um contrato sem licitação firmado pelo atual governo com uma empresa de táxi aéreo do Rio Grande do Sul, como secretário adjunto de Segurança Pública, mesmo depois de ter a sua nomeação anulada em 3 de agosto, conforme o Diário Oficial.

Além da acusação de falsidade ideológica, Holanda manteve as denúncias anteriores, e questionou pontos da defesa de Aluízio publicada nos jornais.

Sobre a legalidade das aeronaves, o deputado disse que é preciso que os documento que provem que as aeronaves estão regularizadas sejam encaminhadas à Assembleia, pois conforme a Agência Nacional de Aviação Civil – Anac, essas aeronaves estão sem o Registro Aeronáutico Brasileiro, sem os quais não poderão realizar operações aéreas de segurança pública.

Sobre o contrato sem licitação, Holanda diz que a nota do GTA confirma que os helicópteros foram contratados sem licitação porque foi um contrato, que segundo Aluísio foi de emergência por 90 dias.

- A data do contrato é de 28 de maio de 2009, portando termina dia 29 de agosto. Até hoje não se sabe da publicação do edital de licitação para contratar aeronaves – observou o deputado.

Diz ainda que Aluísio tentou justificar o cancelamento do contrato vigente afirmando que as que operavam legalmente, durante o Governo passado, não estavam em condições de fazer operações no Estado.

Segundo Holanda, Aluízio alega, mas não prova.

- Ora, as aeronaves arrendadas pelo Estado da empresa FlyOne, do Rio de Janeiro, eram habilitadas e estavam absolutamente regulares para operar em segurança pública. Tanto que continuam voando em operações de segurança pública, em Sergipe e no Rio – garantiu.

O deputado desconfia que não dito na defesa é que o governo precisava passar os serviços para a empresa PMR Táxi Aéreo, para saldar compromissos de campanha.

-Por isso eles cancelaram o contrato em vigência, e contrataram serviços de aeronaves sem qualificação e habilitação. Isso é uma irresponsabilidade, é um desapreço a vidas humanas.

Holanda voltou a cobrar a relação dos pilotos que estão operando no GTA, pois se não provar que esses pilotos fazem parte do quadro efetivo de segurança pública e que estão devidamente habilitados, o GTA não poderá operar em missões de polícia.

Um dos casos emblemáticos é o do próprio Aluízio, que segundo o deputado, não possui habilitação para pilotar helicópteros em missão de segurança pública, e em documento do próprio GTA ele aparece como piloto, com o codinome Falcão 1.


SARNEY RASGOU A FANTASIA

Por Chico Bruno

O clã dos Sarney, à frente o senador, imaginou que iria intimidar o jornal O Estado de S.Paulo com a decisão do desembargador amigo em amordaçar o referido veículo de comunicação.

Quem enxerga um palmo adiante do nariz teve a certeza que o clã estava dando um tiro no pé.

Estava claro, que o jornal impedido de continuar esmiuçando a vida pregressa do primogênito de Sarney, iria enveredar por outros caminhos para mostrar as entranhas do clã.A continuidade do noticiário está trazendo a mostra à verdadeira face de Sarney.

O ataque desferido por Sarney da tribuna do plenário do Senado contra o matutino paulista foi virulento. Ensandecido com a revelação de que dois apartamentos usados pela família em São Paulo foram comprados pela construtora Aracati Construções, Assessoria e Consultoria Ltda., ele comparou o jornal a “um tablóide londrino” e a "um velho de fraque e brincos".

- É com grande tristeza que vejo O Estado de S.Paulo hoje, depois de uma decadência financeira que o levou a terceirizar sua administração, terceirizar sua redação, sua experiência e sua respeitabilidade. Transformou-se em um jornal que passou a ser, em vez de um jornal lido e respeitável, um tablóide londrino.

Depois, tentando posar de vítima disse:- O jornal vem se empenhando em uma campanha sistemática contra mim, uma sistemática nazista de acabar com a imagem da pessoa até levar para a câmara de gás. Felizmente não temos câmara de gás no Brasil.

Enquanto posa de vítima, Sarney faz de conta que não tem nada a ver com as maldades que seus aliados perpetram no Amapá contra seus adversários.No domingo (16), o jornal A Gazeta, do Amapá, de propriedade de um assessor de Sarney, acusou a deputada Janete Capiberibe de patrocinar o “Fora Sarney” no Senado, quando dez estudantes foram presos.

Para apimentar a notícia, o jornal informa que a Polícia Legislativa do Senado está investigando a suspeita que a deputada pagou R$ 40, a cada um dos dez estudantes para invadir o Senado e pedir a renúncia de Sarney.A deputada, através da Mesa Diretora da Câmara, promete interpelar a congênere do Senado para saber se a investigação da Polícia Legislativa do Senado procede, conforme a notícia veiculada, para adotar as providências que o caso requer.

Pelo visto, a pressão do Estadão está levando Sarney a rasgar a fantasia de cordeiro em boa hora para felicidade geral da Nação.Mas, sobre os apartamentos não disse nada que mudasse o rumo da revelação do jornal.