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quinta-feira, 13 de agosto de 2009

DILMA ROUSSEF INTERVIU NO FISCO EM FAVOR DE SARNEY, E NO CASO DO GOVERNADOR JACKSON LAGO QUEM FOI?


Como de costume mais uma bomba surgiu nessa semana envolvendo Sarney e família. A informação da vez é de um encontro entre a ministra-chefe da Casa Civil Dilma Rousseff com a ex-secretária da Receita Federal Lina Maria Vieira para pedir rapidez nas investigações em torno dos negócios da família Sarney, como acusou a ex-chefe do Fisco em entrevista domingo ao jornal "Folha de S.Paulo".

Lina disse na reportagem que teria recebido um pedido de Dilma no final do ano passado para "agilizar a fiscalização do filho do (presidente do Senado, José) Sarney". Ela afirmou que considerou a solicitação como um recado para "encerrar" as investigações do Fisco sobre empresas geridas por Fernando Sarney. Seguindo a estratégia do Presidente Lula e do próprio Sarney, Dilma Roussef afirmou não ter feito o pedido.

O que chama a atenção é que esse poder de influência de Sarney é sabido, mas quando ele vem átona eu fico perplexo e revoltado com o descaramento de alguns políticos brasileiros e principalmente desse velho coronel. Não é de se admirar que a ministra faça esse tipo de pedido, haja vista as alianças que ela junto com o presidente Lula fazem visando a sua candidatura para presidente do Brasil em 2010. Diga-se de passagem, aliança não uma formação de quadrilha que junta Sarney, Renan Calheiros e Fernando Collor. Até porque consta em seu currículo que Dilma Russef, já foi presa por seqüestro e considerada uma terrorista pelas autoridades brasileiras e internacionais.

E no caso do Dr. Jackson Lago...

Agora sabido das tramóias que Sarney e companhia faziam para livrar a cara do quadrilheiro, falsificador, formador de instituições irregulares e lavador de dinheiro Fernando Sarney, é preciso se investigar o caso do Governador Jackson Lago que foi retirado do seu cargo de forma injusta, já que não existiram provas concretas que levasse ele a perder o seu cargo. Alías o ministro relator do caso, Eros Grau, era apadrinhado de Sarney freqüentava a sua casa, no julgamento trabalhou como um advogado de Roseana defendendo de forma veemente a cassação do Governador eleito Jackson Lago. Agora tem que se apurarem os fatos porque o dedo de Sarney e pedidos de favores aconteceram neste julgamento, ficou muito claro após essa notícia do pedido da Dilma Roussef para livrar a cara do Fernando Sarney é um indício.


DOS NOVOS ATOS SECRETOS DO SENADO, 441 SÃO DE DEMISSÃO OU NOMEAÇÃO


Relatório de 11 páginas mostra que atos também alteraram cargos.
Jornal da Globo revelou a existência de outros 468 atos não publicados.

Robson Bonin
Do G1, em Brasília


O relatório com a nova leva de 468 atos secretos revela que a grande maioria das medidas não publicadas foi utilizada para nomear, demitir e transferir servidores do Senado. O G1 teve acesso às 11 páginas do documento em que constam 441 atos relativos a pessoal –94% do total agora descoberto.

Os outros 27 atos restantes tratam de questões diversas. Segundo o relatório, seis medidas não publicadas foram utilizadas para “alterar cargos” nos setores de telefonia, serviço médico, segurança, comunicação, biblioteca e no Sistema Integrado de Saúde (SIS).

O relatório também mostra que dois atos foram utilizados para criar a diretoria do SIS e Telefonia. Um ato secreto modificou a estrutura de cargos da Taquigrafia, outro mexeu na rede organizacional do Prodasen (a secretaria de informática da Casa) e um terceiro tratou da folha de pagamentos da gráfica do Senado. Até o regulamento administrativo do Senado está entre as medidas não publicadas reunidas no relatório.

Ainda segundo o documento, o primeiro ato não publicado data de 11 de agosto de 1995. O último foi registrado em 30 de junho de 2001.

Nesta quinta-feira (13), o diretor-geral do Senado, Haroldo Tajra, disse que não há garantia de que todos os 468 atos são realmente secretos. Segundo o diretor-geral, há a possibilidade de que alguns atos tenham sido publicados no boletim impresso.

De acordo com Tajra, cada ato será analisado de maneira individual. Ele disse que a maior parte deve ser validada por se tratar de fatos públicos. Entre os atos, segundo o ex-diretor, estão os que autorizam a criação do Interlegis e a construção de um prédio de dois andares da Secretaria de Telecomunicações. “São dois prédios, não tem como dizer que isso é secreto. Houve problema na publicação.”

O diretor-geral afirmou que será analisado de forma individualizada cada ato para detectar a existência de fraudes. Caso seja comprovado fraude em uma nomeação, por exemplo, a Casa poderá pedir o ressarcimento dos valores pagos aos servidores. Ele destacou, no entanto, que pelos atos serem antigos, pode haver prescrição de possíveis fraudes.


VIRGÍLIO QUER BARRAR OS FICHA-SUJA NO CONSELHO DE ÉTICA

Crise no Senado

13 de agosto de 2009

O senador Arthur Virgílio (AM), líder do PSDB no Senado, encaminhou à Mesa Diretora da Casa nesta quinta-feira um projeto que proíbe a eleição, para o Conselho de Ética, dos senadores que respondam a processos judiciais, em qualquer instância, por crimes contra o patrimônio, a administração e as finanças públicas.

Virgílio explica que, na sua opinião, que os integrantes do conselho devem ter lisura ética para julgarem os colegas. "É imperioso que os membros do conselho, titulares ou suplentes, tenham a isenção necessária para avaliar a conduta ética de seus pares. O projeto dá transparência e segurança às ações do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, bem como transmite para a sociedade um padrão de isenção quanto ao julgamento dos seus representantes legitimamente eleitos", disse.

A maioria dos colegas de Virgílio não aprova a ideia porque o projeto inclui até mesmo acusações cujos processos não foram julgados, já que veta os parlamentares com pendências em qualquer instância. Isso faria com que boa parte dos senadores ficasse sem condições de participar do Conselho de Ética. A proposta ainda precisa ser aprovada no plenário do Senado para entrar em vigor.

Atualmente, os membros do colegiado são escolhidos unicamente com base no tamanho das bancadas partidárias na Casa. Cada líder de legenda com assento no Conselho indica seus representantes, sem qualquer restrição.


AMAPÁ - CENSURADO PROGRAMA QUE CRITICAVA SARNEY


Do blog de Luciana Capiberibe:

A Rádio Equatorial FM 94,5, do Sistema Equatorial de Comunicações, [no Amapá,] tirou do ar, na quarta-feira 12, o programa independente “60 Minutos Sem Censura”, dos radialistas Maurício Medeiros e Carlos Carmezin.

Segundo Medeiros, a direção da emissora o chamou para uma reunião pouco antes de [o programa] entrar no ar. Alegou ter recebido advertências da ANATEL, ameaças de perder a concessão do canal e telefonemas de líderes políticos locais [exigindo] que o programa fosse cancelado.

Segundo Medeiros, o Superintendente da ANATEL no Estado seria ligado ao senador Gilvan Borges (PMDB), ele próprio dono de um império de rádio e TV.

“A Lei da Mordaça está sendo implantada definitivamente no estado do Amapá. Depois dos processos contra jornalistas e blogueiros e de multas pesadíssimas, a censura está se tornando explícita e absoluta. Ontem, o único programa de rádio de todo o Amapá que tinha a ousadia de questionar os desmandos do grupo político que controla o Amapá, cujos expoentes são o Senador Sarney, o governador Waldez Góes e seu primo, o prefeito Roberto Góes, foi tirado do ar”, discursou a deputada federal Janete Capiberibe (PSB/AP), na tribuna da Câmara dos Deputados.


POLÍCIA DO SENADO PRENDE ESTUDANTES QUE PROTESTAVAM CONTRA SARNEY


Cerca de 10 estudantes faziam manifestação no Salão Azul do Senado.
Eles foram detidos por perturbação da ordem, diz polícia.

Eduardo Bresciani
Do G1, em Brasília



Uma manifestação nesta quinta-feira (13) de cerca de 10 estudantes contra o presidente do Senado, José Sarney, terminou na sede da Polícia do Senado. Eles estavam no Salão Azul e começaram a entoar gritos de “Fora Sarney”, inscrição que seguravam em pequenos cartazes. Enquanto eram conduzidos para fora do Congresso, continuaram a gritar palavras de ordem e receberam voz de prisão. Os estudantes foram encaminhados para a Polícia do Senado, acusados de perturbação da ordem.

Um dos líderes do movimento, Rodrigo Grassi, conhecido como "Pilha", fez críticas à atuação da polícia e à repressão contra manifestações na casa. “Isso é uma ditadura branda, com segurança perseguindo os estudantes. A Casa está podre. Esse é apenas mais um dos nossos atos secretos populares”, disse, ironizando os atos secretos editados pela Casa nos últimos anos.
Grassi não restringiu as críticas somente a Sarney. “O Sarney é o presidente, ele tem que cair, mas tem que cair toda a Mesa [Diretora]. O Heráclito [Fortes], o [Arthur] Virgílio e o Paulo Duque também têm que cair”, afirmou.

Fortes (DEM-PI) é o primeiro-secretário do Senado; Virgílio (PSDB-AM) admitiu que pagou um curso para um assessor na Espanha; e Duque (PMDB-RJ) é o presidente do Conselho de Ética da Casa. Ele rejeitou todas as 11 representações contra Sarney, uma contra Virgílio e outra contra Renan Calheiros (PMDB-AL).

Enquanto eram encaminhados para a sede da polícia, a manifestação continuou com os estudantes segurando exemplares da Constituição e cantando o Hino Nacional. Os mesmos estudantes já fizeram duas outras manifestações na Casa, usando camisetas com a frase “Fora Sarney” e levando pizzas para o Congresso.


DETIDOS NO SENADO 10 ESTUDANTES QUE PEDIAM 'FORA, SARNEY'


Regimento Interno proíbe manifestações dentro do prédio; ação da Polícia Legislativa gerou tumulto

Carol Pires, da Agência Estado


BRASÍLIA - Dez estudantes de um grupo que se intitula Coletivo Independente de Manifesto e Ativismo (Cima) conseguiram entrar no Senado nesta quinta-feira, 13, e se posicionarem em frente ao gabinete do presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP). No local, eles abriram folhas de papel ofício com a palavra de ordem "Fora, Sarney", escrita em vermelho.

Como o Regimento Interno do Senado proíbe manifestações dentro do prédio, os seguranças começaram a retirar à força os estudantes, que resistiram e foram detidos. Os jovens prestaram depoimento nas instalações da Polícia Legislativa, que funcionam na garagem do Senado.

Veja Também:

Em seu Twitter, o senador Cristóvam Buarque afirma estar há mais de duas horas com sete estudantes e dois menores de idade na delegacia do Senado.

Apesar de serem apenas dez estudantes, quando os agentes que os conduziam chegaram ao Salão Azul, houve um princípio de tumulto, pois o grupo misturou-se ao grande número de repórteres, fotógrafos, policiais legislativos e servidores.

Enquanto os manifestantes eram levados à Polícia Legislativa, um deles, Rodrigo Grassi, coordenador do Cima, gritava para os seguranças: "Aqui, ninguém tem medo de prisão! Vocês deviam prender esses senadores. Estão prendendo estudantes, igual na época da ditadura."

Na terça-feira, 11, os mesmos dez estudantes tentaram entrar no Senado carregando 12 caixas de pizza que simbolizavam o arquivamento de 11 denúncias contra Sarney e uma contra o líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), no Conselho de Ética. A intenção deles era a de entregar as caixas ao presidente do Conselho de Ética, Paulo Duque (PMDB-RJ), mas foram impedidos de entrar no prédio.


CONSTRUÇÃO MILIONÁRIA DE PRÉDIO DO INTERLEGIS E REFORMA DO PRODASEN FORAM POR ATO SECRETO

Por Maria Lima

BRASÍLIA - A ousadia dos responsáveis pelo comando da máquina burocrática do Senado nos últimos 12 anos não se limitou ao uso de atos secretos para contratar apadrinhados, conceder aumentos, gratificações e outros tipos de desvios já anunciados. Na nova leva de mais 600 atos que ficaram na gaveta, assinados pelo ex-diretor Agaciel Maia e o ex-diretor de Recursos Humanos João Carlos Zoghbi, se descobre agora que a construção de um prédio inteiro, de três andares, para instalação do Interlegis, e uma grande reforma no prédio do Prodasen, se deram através dessa manobra.

- Não entendo como a reforma do Prodasen e a construção do prédio do Interlegis foi feito por ato secreto. Se foi Agaciel e Zoghbi eles serão responsabilizados. Se os funcionários se acham muito poderosos então me tirem da primeira secretaria, porque não vou conviver com isso - disse o primeiro secretário Heráclito Fortes (DEM-PI).

Ele disse que a inclusão dessa nova lista de atos secretos no sistema de informática usado pela Comissão que analisa esses processos, foi um ato deliberado e maldoso para surtir efeito político. Heráclito disse que a comissão de sindicância vai investigar como isso aconteceu, já que a cada véspera de divulgação da reforma encomendada á Fundação Getúlio Vargas, algo acontece para tumultuar os trabalhos.

- No dia que a Comissão ia começar a trabalhar, aparece colocado isso no sistema de forma maldosa. Isso é uma turma de fundamentalistas que espera a volta de um aiatolá para voltarem ao poder. Eles se cobrem de véu e ninguém vê suas caras. Isso é coisa de profissional, não tem amador aqui - disse Heráclito, que está reabrindo também investigação sobre uma queima de documentos na véspera da posse da nova Mesa, no arquivo público do Senado.

- Que houve a queima houve. Na época disseram que não eram documentos importantes. Quem vai saber? - disse Heráclito.


SENADO TEM MAIS 468 NOVOS ATOS SECRETOS


Como na safra anterior, atos editados entre 1995 e 2000 tem nomeações e concessão de benefícios salariais

De Leandro Colon, de O Estado S. Paulo:

O primeiro-secretário do Senado, Heráclito Fortes (DEM-PI), determinou nesta quarta-feira, 12, a abertura de inquérito administrativo para apurar a descoberta de mais 468 atos secretos, além dos cerca de 500 já identificados.

Esse novo grupo, editado entre 1995 e 2000, segue o mesmo padrão do grupo anterior: contém nomeações de aparentados de políticos, concessões de benefícios salariais e criação de cargos.

A divulgação da primeira safra dos atos secretos, com a revelação de que o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), obteve a nomeação de parentes por meio desses documentos sigilosos, foi o estopim da crise.

Os boletins agora identificados ontem por técnicos do Senado foram inseridos na publicação do Boletim de Administração de Pessoal (sistema que divulga essas informações) após o levantamento da comissão de sindicância que identificou os outros atos secretos, cuja existência foi revelada pelo Estado no dia 10 de junho.

Os arquivos de computador desses 468 atos descobertos agora foram criados depois de 29 de maio passado, depois, portanto, do levantamento da comissão de sindicância.

Um desses boletins reservados, por exemplo, trata de uma decisão da Mesa Diretora da época criando 42 cargos de confiança no gabinete da presidência do Senado e 73 na Diretoria-Geral. Na época, Antonio Carlos Magalhães (DEM-BA) - morto em 2007 - presidia o Senado. Agaciel Maia já era diretor-geral.

Um outro ato nomeia Ronaldo da Cunha Lima Filho para trabalhar no gabinete do pai, o então senador Ronaldo da Cunha Lima, em 31 de julho daquele mesmo ano.

"Nós recebemos a informação e identificamos que isso ocorreu. Já vou mandar abrir um inquérito administrativo", disse Heráclito ao Estado.

O senador afirma que pode ter havido ma-fé por parte de alguns servidores que teriam inserido esses atos no sistema de publicação após o trabalho da comissão de sindicância. "Isso é sabotagem", afirmou o senador.

O assunto será levado à reunião da Mesa Diretora marcada para hoje.

O próximo passo será detectar quais desses atos foram publicados no Diário Oficial do Senado. Daqueles 663 boletins sigilosos descobertos pela sindicância, apenas 119 saíram no D.O da Casa, confirmando que o restante era secreto.


terça-feira, 11 de agosto de 2009

SARNEY O ÍMPIO

ARTIGO
Por José Reinaldo Tavares

O senador José Sarney se esforçou a vida inteira para mostrar uma grande religiosidade e ser um católico praticante. Porém, na sua vida real, no seu cotidiano, o que faz é exatamente o contrário do que pretende mostrar.

Hoje é raro o dia em que a grande imprensa não o pegue tentando mentir e passar ao distinto público inverdades que variam desde a malandragem boba até a perversidade de tentar imputar a adversários coisas graves que não praticaram.

Os exemplos se contam em dezenas. Entretanto, em todas essas ações há por trás um objetivo a alcançar. Nada têm de simplórias, nem são - nunca foram, aliás - mentiras inocentes ou desprovidas de maldade. São principalmente proferidas tentando dissimular alguma quebra de procedimento ético ou de decoro, alguma culpa ocasionada pela realização de algum delito ou quando tenta prejudicar alguém em seu favor.

Sobre isso, o jornal O Estado de São Paulo, no dia seguinte ao estudado discurso de aparência de humildade, ao analisar os fatos que o próprio Sarney citou em sua defesa, mostrou que este havia mentido em tudo que falou. Era tudo mentira, algumas de tal modo grosseiras, que só risos causaram. Não sei, não vi, não conheço, não fui eu. Ridículo!

No outro dia voltou para tentar contestar parte do que dissera no dia anterior e tentou confundir a opinião pública, fazendo confusão sobre ‘Rodrigos’, querendo convencer que o PSOL havia citado em sua representação ao Conselho de Ética outro Rodrigo que não o seu afilhado, genro de Agaciel, de quem foi padrinho de casamento. Foi contestado na hora pelo senador José Nery, do PSOL, ao mostrar que em sua representação figurava o Rodrigo como genro de Agaciel, seu afilhado. Sarney tem que saber que na era da tecnologia, da internet, fica difícil mentir tanto. Triste.

No mesmo desastrado discurso, disse que o Ibope havia realizado pequisas sobre o seus escândalos e que só os membros das classes A e B eram contra e que as classes C e D não se importavam com o que acontecia.

Caros leitores, que demonstração de preconceito por parte do abastado Sarney!

Esse senhor pensa que as pessoas, por serem menos aquinhoadas financeiramente, tornam-se alienadas. É o contrário, Sarney! Uma pessoa, quanto mais luta pela vida de maneira honesta, maior será a sua repulsa a atos moralmente indefensáveis e perniciosos dos poderosos...

A mentira de Sarney – a deslavada invenção de uma história - foi prontamente desmentida pelo dono do Ibope, Carlos Augusto Montenegro, em telefonema a Lúcia Hippólito, cientista política, comunicando a todos que “há cinco anos não fala com Sarney, que o instituto não fez pesquisa sobre o assunto e que pensa exatamente o contrário do que este falou”. Vejam quanta inconsequência!

Ele, Sarney, está querendo evitar uma defesa impossível de seus malefícios, dizendo que é vítima de uma conspiração da imprensa. Chora o tempo todo, alegando ser a vítima e não o malfeitor. E nessa linha tentou mostrar como a imprensa agia de maneira irresponsável e violenta contra ele.

Vejamos o nebuloso caso da venda de sua propriedade, o Sítio do Pericumã, negócio enroladíssimo, em que as terras não possuem titularidade, com terra pública incluída no meio, com venda póstuma de terra pelo proprietário, usucapião em terra negociada recentemente e que acabou levando uma juíza a impedir o registro do loteamento por absoluta impossibilidade de provar que José Sarney era dono, além de falta de pagamento de impostos durante anos). Uma verdadeira lambança.

No momento em que foi tratar do assunto em tribuna, transformou-se num verdadeiro ator dramático, tentando passar a todos uma idéia falsa de que um repórter, ao investigar o caso, agiu com má-fé tão grande, que, ao entrevistar um dos sócios do empreendimento, já chegou gritando, ameaçando e aproveitando-se da ausência do sócio na sala para pegar a papelada e sair em disparada. Com isso, Sarney tentava evidenciar a baixeza da ação da imprensa.

Naturalmente, nessa mesma ocasião, Sarney vestiu mais uma vez o figurino do homem bonzinho e disse, magnânimo, que não iria dizer o nome do repórter para não prejudicá-lo e tampouco o nome da revista. Informou, contudo, que tinha o DVD e quem tivesse curiosidade era só procurá-lo que ele mostraria tudo.

Domingo veio a verdade desmoralizante para Sarney. A revista Época publicou o material e disponibilizou o vídeo citado por Sarney, em que o repórter, depois de atendido, saiu calmamente acompanhado pelo empresário. Sem roubar e correr como disse o presidente do Senado. E para completar, logo depois que saiu, o outro sócio liga para outros envolvidos, instigando-os a mentir e ensinando-os a fazer quando o repórter estivesse com eles.

Será que é normal o comportamento do senador? Onde está o decoro?

Citei esses mentiras recentes para demonstrar como Sarney age. E quando resolve prejudicar adversários, como no caso Reis Pacheco, de triste memória para os maranhenses, em que inventou mortes, imputando-as ao senador Cafeteira, à época seu adversário?

Chegou ao cúmulo de ir em comitiva ao ministro da Justiça dar parte do caso. Tentava anular o favoritismo de Cafeteira, que ameaçava derrotar sua filha Roseana. Por ela é capaz de tudo, como faz sempre...

Sarney não mede esforços em fazer mal às instituições e a qualquer pessoa, desde que tenha um motivo para isso. Nada o detém, não tem limites.

E o que mais impressiona é que às vezes vai à igreja, aproxima-se de sacerdotes, faz doações, tudo para ser reconhecido como um homem de bem, religioso, incapaz de fazer mal a uma mosca.

Segundo o dicionário Caldas Aulete, a palavra ímpio, usada no título deste artigo para qualificar José Sarney, significa: “que não tem fé, que demonstra impiedade, malévolo, perverso”. Nada mais adequado.

Sim, porque um bom cristão deve seguir os dez mandamentos. No caso em tela, sobressaem os preceitos “não adulterarás” e “não darás falso testemunho contra o teu próximo”, entre outros que não transcreverei... Com isso, fica fácil concluir a impietude do senador. Pode analisar! Parece adorar, ao invés de Deus, um virtual bezerro de ouro, simbolismo do materialismo mais desenfreado.

A Folha de São Paulo publicou domingo uma matéria bombástica. Entrevistou Lina Maria Vieira, a ex-Secretária da Receita Federal, demitida recentemente. Na matéria, Vieira diz que, no final de 2008, Dilma Rousseff pediu-lhe que a investigação sobre as empresas da família Sarney fosse concluída rapidamente. Lina interpretou como se fosse um pedido para concluir rapidamente a investigação, o que se recusou a fazer. Depois foi demitida. Dilma nega a acusação.

Sarney, com suas necessidades, cria grandes problemas para todo mundo. É por isso que não pode sair. Desmoraliza-se e desmoraliza os que o cercam.

Do jeito que vai, poderá continuar a ser um desmoralizado presidente do Senado, mas não escapará da excomunhão…

O ex-governador José Reinaldo Tavares escreve para o Jornal Pequeno às terças-feiras


ASSESSOR DE LULA NEGA REUNIÃO DE DILMA, MAS DIZ QUE PEDIDO 'NÃO TERIA PROBLEMA'

Lina Vieira diz que ministra pediu para agilizar investigação contra Sarney.
‘Tenho pena da posição de Lina; demitida, ela tenta espaço’, diz Carvalho.

Diego Abreu
Do G1, em Brasília

O chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Gilberto Carvalho, afirmou nesta terça-feira (11) que a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, negou ter tido qualquer encontro privado com a ex-secretária da Receita Federal, Lina Vieira, para que agilizasse um processo de investigação contra o empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

Segundo Carvalho, mesmo que a reunião tivesse acontecido, o suposto pedido feito por Dilma à ex-secretária "não teria problema", pois, segundo ele, o governo precisa "é acelerar os processos".

“Mesmo que houvesse tido essa conversa, quando você pede num governo para acelerar um processo é um elogio, e não uma crítica. Tudo o que a gente precisa é acelerar os processos. Tudo o que você faz contra a morosidade é ótimo para o governo. Então, mesmo que tivesse existido essa conversa, não teria nenhum problema”, afirmou Gilberto Carvalho, durante a solenidade de entrega da medalha da Ordem do Mérito Judiciário do Trabalho, em Brasília.

Em entrevista publicada neste domingo (9) pelo jornal "Folha de S. Paulo", Lina disse que a ministra teria pedido que "agilizasse" as investigações sobre as empresas ligadas à de Sarney. A secretária disse ao jornal ter entendido que seria um pedido para encerrar a investigação.

Nesta terça, Lina reafirmou ter tido o encontro com a ministra. “Não vejo nada de mais a ministra dizer a verdade, né? Eu estive com ela no gabinete dela (...) e ela esteve comigo em conversa particular e pediu pra que eu agilizasse a fiscalização do filho de Sarney.”

“Eu conversei com a ministra, com a Erenice [Guerra, secretária executiva da Casa Civil], e elas me dizem que a conversa não existiu. Acho muito estranho que a Lina venha agora dizer isso. Tenho que tomar a palavra da minha ministra. Ela me garantiu ontem que jamais foi ter essa conversa com a Lina”, acrescentou Carvalho.

“O mérito do que a Lina falou é uma loucura porque ela interpreta acelerar o processo como uma tentativa de encerrar o processo”, disse o assessor do presidente.

Questionado se o presidente Lula ficou incomodado com a repercussão do caso, o chefe de gabinete respondeu que o assunto não abala em nada o governo. “O presidente não considerou nada importante isso. Ele tem absoluta confiança [em Dilma]. Se tem alguma coisa que jamais alguém poderá acusar a Dilma é de que ela favoreceu alguma coisa que não esteja na luz. Entre a sombra e a luz, a Dilma é luz. Não nos preocupa em nada esse episódio”, garantiu.

Pena

Lina Vieira seria uma das autoridades condecoradas durante a solenidade desta tarde, no Tribunal Superior do Trabalho (TST). Ela, no entanto, não compareceu ao evento. Gilberto Carvalho ironizou a ausência da ex-secretária.

“Eu tenho pena da posição que a Lina está ocupando, porque ela foi demitida e agora tenta criar um espaço. Não quero julgá-la, não me compete, ela está fora do governo. Deus abençoe ela, que ela tenho sucesso na vida dela. Até lamentei que ela não veio aqui hoje, porque ela era condecorada. Só lamento que ela saia com essas afirmações que só servem para tumultuar”, disse o chefe de gabinete de Lula.

Na segunda-feira (10), durante visita a Natal, Dilma já havia negado o suposto encontro privado e que tenha feito o pedido a Lina Veira. "Não, eu não fiz esse pedido a ela", disse Dilma.

O próprio presidente Lula disse duvidar que Dilma tenha tentado interferir nas investigações em curso na Receita. “Eu duvido que a Dilma tenha conversado com a Lina sobre qualquer assunto desses. Duvido”, afirmou. Ele classificou a história de "fantasia". “Eu não acredito. Quem construiu essa fantasia, essa história, em algum momento vai ter que dizer que foi um ledo engano”.