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segunda-feira, 3 de agosto de 2009

SARNEY DESCARTA RENÚNCIA E DIZ ESTAR COM "ESPÍRITO MUITO BOM"

GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), negou nesta segunda-feira que esteja disposto a se afastar do comando da Casa. Questionado se sofria pressões do filho, o empresário Fernando Sarney, para deixar o cargo, o peemedebista disse que "isso não existe".

"Estou com um espírito muito bom. Nunca deixei de estar confiante. Isso [renúncia] não existe", disse Sarney em uma rápida entrevista ao deixar o plenário do Senado.

O líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), reiterou que Sarney não pretende se afastar do comando da Casa. "Isso [renúncia] nunca existiu. O Sarney está disposto, está firmíssimo para enfrentar todas as denúncias, tomou providências", disse Renan.

Em meio aos boatos de que pretende renunciar ao cargo, Sarney comandou o início da sessão plenária desta segunda-feira. Ele chegou quase 30 minutos atrasado e escalou seus principais aliados para estarem no plenário --como Renan e o senador Wellington Salgado (PMDB-MG).

Entre os senadores que discursaram, mas não fizeram menção à crise na instituição, estão Fernando Collor (PTB-AL), Paulo Paim (PT-RS) e o líder da minoria, Mario Couto (PSDB-PA) --que não trataram da crise.

O líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), também está no plenário, mas não falou. Sarney deixou o plenário antes que qualquer adversário político fizesse discursos cobrando o seu afastamento do cargo. Virgílio sentou atrás de Renan --que promete entregar representações contra o tucano no Conselho de Ética em resposta às denúncias que Virgílio fez no colegiado contra Sarney. Apesar de estarem próximos, Virgílio e Renan não se cumprimentaram.


PLANALTO SE EXIME DE FAZER PREVISÃO SOBRE PERMANÊNCIA DE SARNEY

Chico de Gois

BRASÍLIA - De forma muito menos efusiva do que em outras ocasiões, o Palácio do Planalto voltou a defender o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), mas não fez prognósticos sobre sua permanência ou não no cargo. Na reunião de coordenação realizada pela manhã, de acordo com o ministro das Relações Institucionais, José Múcio, o tema Senado foi tratado muito rapidamente. Múcio, como já fizera o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na semana passada, quando lavou as mãos sobre Sarney, demonstrou o mesmo:

- Vai estar nas mãos dos senadores.

E depois afirmou:

- Sobre o Congresso, que começa (a trabalhar) hoje, falou-se pouquíssimo. Com relação ao problema do Senado, que vocês devem estar curiosos, é que a partir desta semana é que vamos ter os desdobramentos (...). Vai estar, verdadeiramente, nas mãos dos senadores.

O ministro fez questão de lembrar que Lula demonstrou solidariedade a Sarney em várias ocasiões.

- Ninguém foi mais solidário, até pela amizade que tem e o respeito a história de cada um, do que presidente. Vocês próprios repercutiram de uma maneira bem clara para a sociedade, o apoio e o momento. Todos nós temos consciência que o presidente Sarney tem enfrentado isso com a experiência que tem.

O ministro declarou que tem conversado com Sarney, e que este teria demonstrado intenção de enfrentar os ataques.

- Eu tenho conversado com o presidente Sarney e ele está disposto a enfrentar, já que todas as questões ele tomou decisão de passar para frente: contratou sindicância, chamou a Fundação Getúlio Vargas. Cada denúncia que surge tem sido investigada. A ele interessa também que seja esclarecido.

Múcio disse desconhecer se Sarney conversou com Lula sobre seu afastamento da presidência do Senado.


SARNEY: É MÁ FÉ QUERER ME RESPONSABILIZAR PELO FATO

Enviado por Juliana Boechat - 3.8.2009 | 14h27m

José Sarney (PMDB-AP), presidente do Senado, acabou de divulgar uma nota rebatendo as acusações de que seria o responsável pela censura do jornal Estado de S. Paulo.

No último dia 31, o desembargador Dácio Vieira, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) proibiu o jornal O Estado de S. Paulo e o portal Estadão de publicar reportagens sobre a Operação Boi Barrica.

A operação investiga quatro supostos crimes atribuídos ao empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado.

Segue a nota:

A respeito da medida judicial prolatada contra o jornal Estado de S. Paulo, venho esclarecer o seguinte:

1. Meu filho Fernando Sarney, com 53 anos de idade, tem sido vítima de cruel e violenta campanha infamante por parte do Estado de S. Paulo;

2. É empresário, tem sua vida, sua família, sua independência;

3. Na defesa de seu direito, por seus advogados, entrou na justiça contra o Estado de S. Paulo, uma vez que ninguém é privilegiado com imunidade contra a lei. Não discuto a demanda, mas não posso condená-lo por exercer seu direito de cidadão;

4. Não fui consultado sobre essa iniciativa, de exclusiva responsabilidade dele e de seus advogados, e por isso é uma distorção de má fé querer me responsabilizar pelo fato;

5. Todo o Brasil é testemunha de minha tolerância e minha posição a respeito da liberdade de imprensa, nunca tendo processado jornalista algum.


DISSIDENTE TEM DE DEIXAR PARTIDO, REITERA LÍDER DO PMDB

BLOG DE NOBLAT

De Luciana Nunes Leal, da Agência Estado:

O líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), reiterou no fim da manhã de hoje o conteúdo da nota da Direção Nacional do PMDB que recomenda a saída dos dissidentes do partido. "Não queremos forçar ninguém a estar no PMDB. Não queremos que estejam, mas que 'sejam' do partido", afirmou Alves, sem citar nomes de dissidentes, caso dos senadores Pedro Simon (RS) e Jarbas Vasconcelos (PE).

Por causa de divergências no PMDB e também em outros partidos, segundo o líder, há um grupo de parlamentares que tenta aprovar no Congresso uma "janela" que permita aos detentores de mandatos trocarem de partido sem serem punidos por infidelidade partidária. "Nosso objetivo é fortalecer os partidos e este é um começo", afirmou Henrique Alves.

(Comentário meu: O PMDB sempre conviveu com disidentes. O único partido que até outro dia não tolerava dissidentes era o PT - expuilsava-os.

Simon e Jarbas responderam que só sairão do PMDB expulsos. Não serão. O que de fato interessa ao PMDB - e também aos demais partidos - é a criação de tal "janela da infidelidade".

Ela funcionaria assim: há pouco mais de um ano de novas eleições, durante um mês o político que quisesse poderia trocar de partido.

A janela é o truque para invalidar a decisão da Justiça Eleitoral de que o mandato pertence ao partido - e não ao seu titular. A decisão restabeleceu a fidelidade partidária.

Os políticos querem acabar com ela novamente).


DENÚNCIAS CONTRA SARNEY SÃO 'FRACAS' E DEVERIAM SER ARQUIVADAS, DIZ ADVOGADO


Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, fará a defesa de Sarney.
Conselho de Ética deve analisar 11 ações contra presidente do Senado.

Eduardo Bresciani
Do G1, em Brasília

O presidente do Senado, José Sarney, chega à Casa nesta segunda (3)
(Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr)
O advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, afirmou nesta segunda-feira (3) que as 11 medidas feitas no Conselho de Ética contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), são “juridicamente fracas” e deveriam ser arquivadas de imediato. Para Kakay, apenas o “componente político” será capaz de levar algum processo adiante. O advogado será o responsável pela defesa de Sarney junto ao Conselho de Ética.

“Li todas as representações e denúncias e elas são tranquilas. Não tenho nenhuma preocupação jurídica, mas é claro que tem o componente político. Juridicamente, as representações são fracas e não há nada que preocupe. Juridicamente, não há motivo para a instauração de qualquer processo. É claro que o conselho tem também a sua visão política e aí eu não posso opinar”, disse Kakay, por telefone, ao G1.

O advogado esteve com Sarney e outros senadores nesse domingo (2). Segundo ele, o presidente do Senado não mostrou qualquer sinal de que possa deixar o cargo. “Estive com ele e a disposição dele é absolutamente clara de ir para o enfrentamento”. Kakay deve voltar a se reunir com Sarney nesta noite.

Ele esclarece que não será o responsável pelas ações que os aliados de Sarney prometem entrar no Conselho de Ética contra adversários. “Vou jogar na defesa, não no ataque”, brincou.

Os 11 pedidos de investigação contra Sarney abrangem temas como os atos secretos, os negócios de um neto do senador com crédito consignado na Casa, irregularidades na Fundação José Sarney, entre outros.

Na próxima quarta-feira (5), o Conselho de Ética fará sua primeira reunião de trabalho. O presidente do colegiado, Paulo Duque (PMDB-RJ), deve começar a analisar as denúncias contra Sarney. Duque é o senador que afirmou que “não existia independência total na política” e que chamou a opinião pública de “volúvel”.

O Conselho de Ética é composto de 15 membros. Na composição atual, a base do governo tem dez cadeiras. A oposição conta com cinco.

Se as denúncias forem acolhidas pelo conselho, Sarney poderá ser afastado do comando da Casa. Isto porque, em fevereiro de 2008, o Senado aprovou projeto de resolução que afasta dos cargos de comando da Casa os parlamentares investigados por quebra de decoro parlamentar.


SARNEY DESISTE DE SAIR E RESOLVE IR À LUTA


Por Lauro Jardim
segunda-feira, 3 de agosto de 2009 | 12:32

Numa reunião ocorrida ontem à noite entre José Sarney e os seus aliados mais próximos, o presidente do Senado comunicou que desistiu de sair do cargo e avisou que resolveu ir à luta.

- Agora, ele não sai nem a martelo, diz um participante da reunião.

O que significa ir à luta? Vai reagir a todos os ataques. A primeira bordoada será em Arthur Virgílio: Sarney já acertou com a presidente do PMDB, Íris Rezende Araújo, que o partido entrará ainda hoje com uma representação contra o tucano Arthur Virgílio por causa de um empréstimo que Agaciel Maia lhe concedeu e do pagamento de um curso na Espanha de um ex-funcionário do seu gabinete.

- Pisou no calo, vai ter troco, afirma um outro aliado.

Sarney, pelo visto, mandou para o espaço o que disse na tribuna do Senado, na véspera do recesso: ”Sêneca dizia que grandes injustiças só podem ser combatidas com três coisas: silêncio, paciência e tempo”. O filósofo romano serviu-lhe muito bem como citação, mas na batalha do Senado suas lições não duraram quinze dias de pé.

A encrenca no Senado esquentou mais uns 200 graus na semana do fim do recesso.


AGENDA POLÍTICA DE 03/08 A 07/08/2009

Enviado por Juliana Boechat - 3.8.2009 | 11h05m

Segunda-feira

* A bancada do PT no Senado se reunirá essa semana, ainda sem data e hora marcada, para conversar mais uma vez sobre o apoio dos senadores a José Sarney (PMDB-AP), presidente do Senado.

* Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) julgarão uma ação que questiona o monopólio da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, que delimitam como deve ser o formato de envelope, selos e as formas de envio de correspondências no Brasil.

Terça-feira

* O PMDB entrará com uma representação no Conselho de Ética contra o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM). A base do governo quer que ele seja investigado por contratação de funcionário fantasma e por ter pego empréstimo do ex-diretor-geral Agaciel Maia de US$ 10 mil quando o senador teve problemas com o cartão de crédito numa viagem particular a Paris, em 2003.

* A pauta do plenário da Câmara está trancada pela MP 460, que prevê cobrança diferenciada para pagamentos com cartão de crédito. E também por uma medida provisória que autoriza a União a transferir R$ 1 bilhão para o Fundo de Participação dos Municípios, a fim de socorrer prefeituras em dificuldades devido à crise econômica.

Quarta-feira

* Está marcada a primeira reunião do Conselho de Ética do Senado, instalado em 15 de julho. Paulo Duque (PMDB-RJ), presidente do Conselho e alidado de José Sarney (PMDB-AP), abrirá a reunião com a escolha do vice-presidente e deverá discutir os desdobramentos das acusações contra Sarney.

Quinta-feira

* Será realizada a primeira reunião da CPI da Petrobras, instalada em 14 de julho. No encontro, Romero Jucá (PMDB-RR), líder do governo no Senado e relator da comissão, apresentará seu plano de trabalho nas investigações e apreciará os requerimentos entregues até agora à CPI.

* Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) deverão julgar o caso do senador Valdir Raupp. Ele é acusado de ter desviado recursos e financiamentos concedidos pelo Banco Internacional para a Reconstrução do Desenvolvimento (Bird) na época em que era governador de Rondônia.


NO MARANHÃO É ASSIM QUE FUNCIONA


DEU NA VEJA: HOLOFOTE
Roberto Stuckert/
O Globo
Uma das primeiras providências da Companhia de Águas e Esgotos do Maranhão na gestão de Roseana Sarney foi contratar o advogado Arão Lobão por 1,5 milhão de reais por um ano. Piauiense, Lobão é desconhecido no Maranhão, não está registrado na OAB local e, por isso, só pode peticionar em cinco causas por ano no estado. É um generalista, que trabalha em todo tipo de processo. Ainda assim, foi contratado sem licitação por "notória especialização". Ele é parceiro de Marcus Vinicius Coelho, que advogou para Roseana na cassação do ex-governador Jackson Lago. Lobão diz que não houve tráfico de influência e que ganhou o contrato por puro senso de oportunidade.

Fonte: Revista Veja (Edição 2124 / 5 de agosto de 2009). Para assinantes clique aqui.

DELÚBIO CONVERSA COM LULA SOBRE SEU FUTURO POLÍTICO


O sonho do pivô do escândalo do mensalão é disputar uma cadeira de deputado federal

João Domingos

O ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, um dos pivôs do escândalo do mensalão, em 2005 - responsável pelo maior desgaste político do primeiro governo de Lula -, teria passado o último fim de semana na Granja do Torto, em Brasília, na companhia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Na visita, Delúbio teria dito a Lula que pretende concorrer a uma vaga de deputado federal por Goiás, de acordo com reportagem publicada ontem pelo jornal O Popular, de Goiânia.

Como foi rejeitado pelo PT, de onde havia sido expulso e para onde tentou voltar, sem sucesso, a tendência é de Delúbio filiar-se ao PT do B, que tem dois deputados estaduais.

Delúbio chegou a sondar o PMDB, mas foi informado de que o partido não deverá aceitá-lo, visto que não se dá com o diretório municipal de Buriti Alegre (a cerca de 180 quilômetros ao sul de Goiânia), onde tem domicílio eleitoral.

Quando era do PT, Delúbio teve sérias disputas com os peemedebistas de sua cidade natal e eles anunciaram que jamais o aceitariam como companheiro.

Enquanto não encontra um partido, o ex-tesoureiro está reformulando o blog Companheiro Delúbio - cujo conteúdo era voltado exclusivamente para sua tentativa de reingressar no PT. No novo formato, a página na internet deverá abordar temas sociais.

Ele planeja, ainda, criar uma Organização Não-Governamental (ONG) e uma publicação onde faria a defesa das acusações de que foi o articulador do esquema do mensalão, juntamente com o empresário Marcos Valério.

Por causa do mensalão, o ex-tesoureiro foi expulso do PT em outubro de 2005. Tentou voltar em maio deste ano, mas desistiu ao perceber que o pedido de reintegração seria derrotado. Em reunião do Diretório Nacional, ele chegou a fazer um discurso, no qual, em tom emocionado, afirmou nunca ter realizado nada sem o consentimento da sigla.

RELAÇÃO COM LULA

Reservado, Delúbio não comentou o teor das conversas com o presidente Lula na Granja do Torto. Pessoas que o encontraram disseram que saiu do local mais empolgado com a ideia de se candidatar a deputado federal.

Lula deve visitar Goiânia e Anápolis (a cerca de 50 quilômetros da capital) no dia 13, mas não deve se encontrar com Delúbio. Ele teria dito às pessoas com as quais conversou que desistiu do encontro porque não quer causar constrangimento ao presidente.

Delúbio foi um dos articuladores da aliança PMDB-PT na disputa pela prefeitura de Goiânia que reelegeu Iris Rezende (PMDB) prefeito em 2008. O vice, Paulo Garcia (PT) é um político próximo ao ex-tesoureiro.


FAMÍLIA DIZ QUE SARNEY ESTÁ NO LIMITE E DEVERÁ RENUNCIAR

Por Ricardo Noblat

Um integrante da família de José Sarney (PMDB-AP) disse que, diante da série de denúncias, o presidente do Senado está no limite da resistência e pode renunciar ao cargo ainda esta semana.

O peemedebista e seu grupo político ainda não bateram o martelo em torno da palavra renúncia, mas entendem que o peemedebista só terá condições de permanecer na presidência da Casa se um fato extraordinário fizer parar a crescente onda de denúncias contra ele e seus familiares, informa reportagem de Jailton de Carvalho, Geralda Doca e Luiza Damé publicada nesta segunda-feira no GLOBO.

- Esta semana as coisas se resolvem, para um lado ou para o outro - declarou ao GLOBO um integrante da família Sarney.

Segundo esse parente, a pressão criada pelo conjunto de acusações contra Sarney, os filhos e até netos, muitas pessoais, ficou insuportável. E tudo que Sarney e os filhos fazem para se defender ou se explicar, avalia, se volta contra eles.

Na família, há a preocupação com a resistência física do senador para, aos 79 anos, suportar a crise.

A sustentação de Sarney é considerada dificílima, pela diminuição do apoio no próprio PMDB. Dos 18 senadores da bancada, ele teria o apoio irrestrito de 12.

Nos partidos aliados, PT e PTB estão divididos. PDT, DEM e PSDB, ainda que com dissidentes, são contra Sarney.

- É uma aritmética muito complicada, e ele poderá ter mesmo que se desligar do cargo - admitiu ao GLOBO um dos senadores peemedebistas mais próximos de Sarney.